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Maconha deprime o sistema imunológico, mas isso pode ser bom, diz pesquisa

30/11/2010

A maconha danifica o sistema imunológico e deixa o corpo mais vulnerável a doenças como pneumonia e câncer, afirma estudo realizado pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A mesma pesquisa afirma, porém, que ela também pode ajudar contra doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, quando o corpo passa a reagir contra suas próprias células. 

Em testes com ratos de laboratório, o THC, principal substância ativa da maconha, provocou a produção de uma enorme quantidade de células mieloide-supressoras (ou MDSCs). No estado natural, o corpo produz essas células para atuarem como um freio do organismo, impedindo que o sistema imunológico fuja de controle e lute contra si mesmo. Mas o THC aumenta seu número em demasia, enfraquecendo as defesas naturais do organismo. Nos casos de câncer, essas células podem ainda  facilitar o crescimento de tumores. 

Como os efeitos psicológicos nocivos da maconha são bem conhecidos - incluindo o aumento do risco de desenvolver esquizofrenia, o estudo da Universidade da Carolina do Sul focou nas implicações de seus componentes sobre o sistema imunológico. Segundo os pesquisadores, a maconha aumenta a vulnerabilidade ao câncer de bexiga, mama, pulmão e outros tumores, além de infecções por bactérias. 

O skunk, uma versão superenriquecida da maconha, pode ser ainda mais prejudicial à saúde, devido à sua alta concentração de THC.  

Os médicos agora estão também preocupados com, além de quem usa a droga de forma recreativa, os pacientes que a consomem para aliviar os sintomas de HIV, glaucoma e até mesmo do próprio câncer.

Mesmo assim, o líder do estudo, Prakash Nagarkatti, diz que a substância pode ser uma arma no combate a doenças autoimunes por inibir a ação do sistema imunológico. “A maconha nos presenteia com uma faca de dois gumes. Por um lado, devido à sua natureza imunossupressora, ela pode causar grande suscetibilidade a câncer e infecções. Por outro, uma pesquisa mais aprofundada de seus componentes poderia nos trazer oportunidades de tratar um grande números de desordens em que inibir o sistema imunológico é, na verdade, uma boa coisa”, diz.

Fonte: Veja

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