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UE regula cópia de anticorpos monoclonais pelas farmacêuticas

30/11/2010


O regulador europeu do medicamento (Agência Europeia do Medicamento - EMA) estabeleceu as regras para a cópia de alguns dos tratamentos biotecnológicos mais caros, conferindo, a farmacêuticas como a Novartis e a Teva Pharmaceutical Industries, acesso a um mercado avaliado em 36,4 mil milhões de dólares (27,2 mil milhões de euros), avança o jornal económico OJE.

O projecto de regulamento da Agência Europeia do Medicamento publicado na passada sexta-feira, no site da entidade, pretende clarificar a forma como as farmacêuticas podem copiar e comercializar os denominados anticorpos monoclonais, depois de estes perderem a protecção de patente.

Refira-se que o documento está aberto à discussão pública até ao próximo dia 31 de Maio, informou a agência sedeada em Londres, citada pela agência Bloomberg.

Três importantes anticorpos monoclonais estão destinados a perder a protecção de patente até 2015: o Herceptin® da Roche (cancro), o Tysabri® da Biogen Idec e da Elan (esclerose múltipla) e o Remicade® (artrite reumatóide), vendido pela Johnson & Johnson e pela Merck.

Em conjunto, estes medicamentos registaram vendas de mais de 10 mil milhões de dólares no ano passado.

“Perspectivando os próximos cinco a dez anos, vejo aqui uma oportunidade multimilionária”, declarou, a propósito, Jeff George, que dirige a Sandoz, divisão de medicamentos genéricos da Novartis.

Acresce que a farmacêutica suíça está a trabalhar no desenvolvimento de oito a dez cópias de medicamentos biológicos, acrescentou o responsável.

Os anticorpos fazem parte do sistema imunitário, reconhecendo e combatendo as infecções. Os anticorpos monoclonais são fabricados para se assemelharem aos produzidos pelo corpo humano.

Fonte: RCPharma

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