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Pesquisa mostra que estresse não é fator de risco para esclerose múltipla

13/06/2011

Do G1, em São Paulo

 

Uma pesquisa publicada hoje reacende o debate científico sobre a relação entre o estresse e a esclerose múltipla. Segundo o artigo, não existe relação aparente entre os dois. Isso contraria estudos anteriores, que afirmavam que o estresse aumentaria o risco do desenvolvimento da esclerose múltipla.

O estudo considerou ao todo mais de 300 mil enfermeiras, divididas em dois grupos. O primeiro grupo tinha 121.700 mulheres entre 30 e 55 anos e começou a ser acompanhado em 1976; em 2005, 77 tinham desenvolvido esclerose múltipla. O segundo grupo, com 116.671 enfermeiras entre 25 e 42 anos, foi estudado entre 1989 e 2004, e 292 casos da síndrome foram identificados.


Segundo Trond Riise, cientista da Universidade de Bergen, na Noruega, que liderou a pesquisa, a diferença se dá porque o risco de esclerose múltipla é particularmente alto entre mulheres jovens.

As participantes foram entrevistadas em relação ao estresse no trabalho e em casa, levando em conta abusos sexuais na infância e na adolescência. Outros fatores considerados foram idade, etnia, local de nascimento, massa corporal aos 18 anos de idade e fumo. Os resultados mostraram que nem o estresse nem os abusos sexuais implicaram aumento no risco de esclerose.

“Isso elimina o estresse como um fator de risco importante para a esclerose múltipla. As pesquisas futuras agora podem focar em medidas mais bem ajustadas do estresse”, concluiu Riise. O estudo foi publicado pela revista “Neurology”, da Academia Norte-americana de Neurologia.

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