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Temperaturas elevadas intensificam sintomas de Esclerose Múltipla

31/08/2011
Temperaturas elevadas intensificam sintomas de Esclerose Múltipla PDF Imprimir e-mail
Escrito por CienciaPT
22-Aug-2011

Esclerose Múltipla afecta mais de 5.000 portugueses


Estudos recentemente publicados demonstram que a exposição a temperaturas elevadas intensifica os sintomas de Esclerose Múltipla (EM), doença que se estima que afecte mais de 5.000 portugueses . Em todo o mundo são cerca de 2,5 milhões de pessoas com esta doença inflamatória crónica, do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção e o equilíbrio. As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver EM do que os homens.

 

Temperaturas elevadas intensificam sintomas de Esclerose Múltipla


“A exposição a temperaturas elevadas dos doentes com esclerose múltipla pode levar a um intensificar dos sintomas da doença”, afirma João de Sá, médico neurologista e responsável pela consulta de Esclerose Múltipla do Hospital de Santa Maria.

“Ou seja, embora não exista uma relação entre os surtos de Esclerose Múltipla e as épocas de elevadas temperaturas (aliás, este tema já foi mesmo alvo de uma publicação tendo por base dados da população portuguesa) com base na nossa experiência clínica verifica-se que nas épocas de maior calor os doentes sentem mais os sintomas da doença, a fadiga, dificuldades na marcha e mesmo disfunção urinária. O Verão, sobretudo nos dias muito quentes, acaba por ser uma época onde os doentes com esclerose múltipla, mesmo doentes jovens, sentem mais o peso da doença - nomeadamente no que diz respeito ao agravamento sintomático do cansaço e das dificuldades motoras. Por estes motivos, é recomendável que os doentes com Esclerose Múltipla evitem a exposição às altas temperaturas”, reforça João de Sá.

A EM por surto-remissão é a forma mais comum da doença, afectando aproximadamente 85% das pessoas com Esclerose Múltipla. As pessoas com este tipo de EM experimentam ataques bem definidos resultantes da alteração da função neurológica. Estes ataques, frequentemente chamados surtos ou exacerbações, são seguidos por períodos de recuperação parcial ou total (remissão), durante os quais a doença permanece clinicamente estável3.

Em Portugal, já está disponível a primeira terapêutica oral de toma única diária para o tratamento da Esclerose Múltipla (EM), indicada para o tratamento de doentes com Esclerose Múltipla surto-remissão (EMSR) ou em doentes com um diagnóstico de EMSR com elevada actividade, as formas mais graves da doença. Esta terapêutica oral vem assim contribuir para uma melhoria da qualidade de vida dos doentes que até agora, apenas tinham opções terapêuticas injectáveis para tratar a doença.
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Escrito por CienciaPT
22-Aug-2011

Esclerose Múltipla afecta mais de 5.000 portugueses


Estudos recentemente publicados demonstram que a exposição a temperaturas elevadas intensifica os sintomas de Esclerose Múltipla (EM), doença que se estima que afecte mais de 5.000 portugueses . Em todo o mundo são cerca de 2,5 milhões de pessoas com esta doença inflamatória crónica, do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção e o equilíbrio. As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver EM do que os homens.

 

Temperaturas elevadas intensificam sintomas de Esclerose Múltipla


“A exposição a temperaturas elevadas dos doentes com esclerose múltipla pode levar a um intensificar dos sintomas da doença”, afirma João de Sá, médico neurologista e responsável pela consulta de Esclerose Múltipla do Hospital de Santa Maria.

“Ou seja, embora não exista uma relação entre os surtos de Esclerose Múltipla e as épocas de elevadas temperaturas (aliás, este tema já foi mesmo alvo de uma publicação tendo por base dados da população portuguesa) com base na nossa experiência clínica verifica-se que nas épocas de maior calor os doentes sentem mais os sintomas da doença, a fadiga, dificuldades na marcha e mesmo disfunção urinária. O Verão, sobretudo nos dias muito quentes, acaba por ser uma época onde os doentes com esclerose múltipla, mesmo doentes jovens, sentem mais o peso da doença - nomeadamente no que diz respeito ao agravamento sintomático do cansaço e das dificuldades motoras. Por estes motivos, é recomendável que os doentes com Esclerose Múltipla evitem a exposição às altas temperaturas”, reforça João de Sá.

A EM por surto-remissão é a forma mais comum da doença, afectando aproximadamente 85% das pessoas com Esclerose Múltipla. As pessoas com este tipo de EM experimentam ataques bem definidos resultantes da alteração da função neurológica. Estes ataques, frequentemente chamados surtos ou exacerbações, são seguidos por períodos de recuperação parcial ou total (remissão), durante os quais a doença permanece clinicamente estável3.

Em Portugal, já está disponível a primeira terapêutica oral de toma única diária para o tratamento da Esclerose Múltipla (EM), indicada para o tratamento de doentes com Esclerose Múltipla surto-remissão (EMSR) ou em doentes com um diagnóstico de EMSR com elevada actividade, as formas mais graves da doença. Esta terapêutica oral vem assim contribuir para uma melhoria da qualidade de vida dos doentes que até agora, apenas tinham opções terapêuticas injectáveis para tratar a doença.

 

 


Escrito por CienciaPT   
Estudos recentemente publicados demonstram que a exposição a temperaturas elevadas intensifica os sintomas de Esclerose Múltipla (EM), doença que se estima que afecte mais de 5.000 portugueses . Em todo o mundo são cerca de 2,5 milhões de pessoas  com esta doença inflamatória crónica, do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção e o equilíbrio. As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver EM do que os homens.

 “A exposição a temperaturas elevadas dos doentes com esclerose múltipla pode levar a um intensificar dos sintomas da doença”, afirma João de Sá, médico neurologista e responsável pela consulta de Esclerose Múltipla do Hospital de Santa Maria.

“Ou seja, embora não exista uma relação entre os surtos de Esclerose Múltipla e as épocas de elevadas temperaturas (aliás, este tema já foi mesmo alvo de uma publicação tendo por base dados da população portuguesa) com base na nossa experiência clínica verifica-se que nas épocas de maior calor os doentes sentem mais os sintomas da doença, a fadiga, dificuldades na marcha e mesmo disfunção urinária. O Verão, sobretudo nos dias muito quentes, acaba por ser uma época onde os doentes com esclerose múltipla, mesmo doentes jovens, sentem mais o peso da doença -  nomeadamente no que diz respeito ao agravamento sintomático do cansaço e das dificuldades motoras. Por estes motivos, é recomendável que os doentes com Esclerose Múltipla evitem a exposição às altas temperaturas”, reforça João de Sá.

A EM por surto-remissão é a forma mais comum da doença, afectando aproximadamente 85% das pessoas com Esclerose Múltipla. As pessoas com este tipo de EM experimentam ataques bem definidos resultantes da alteração da função neurológica. Estes ataques, frequentemente chamados surtos ou exacerbações, são seguidos por períodos de recuperação parcial ou total (remissão), durante os quais a doença permanece clinicamente estável3.

Em Portugal, já está disponível a primeira terapêutica oral de toma única diária para o tratamento da Esclerose Múltipla (EM), indicada para o tratamento de doentes com Esclerose Múltipla surto-remissão (EMSR) ou em doentes com um diagnóstico de EMSR com elevada actividade, as formas mais graves da doença. Esta terapêutica oral vem assim contribuir para uma melhoria da qualidade de vida dos doentes que até agora, apenas tinham opções terapêuticas injectáveis para tratar a doença.

 

fonte: CIENCIA PT

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