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Cuidar e informar, questões fundamentais para o GATEM

28/04/2009

A Associação do Alto Tietê de Portadores de Doenças Neurológicas Auto-Imunes virou GATEM em 2001. Mas a história começa antes, em 1985. Wilson e outros pacientes de EM, se viram enfrentando uma doença difícil, com poucas informações disponíveis, e sem um centro de referência e tratamento para os apoiarem. A necessidade se transformou em união, e a troca de experiências começou, formando uma grande rede informal de apoio.

No ano de 2.000, essa rede ganhou corpo, e a idéia de uma associação ganhou  contorno. Apoio direto, informações sobre tratamentos “para não ficar caçando picada de abelha”, diz Wilson, e orientação aos pacientes e cuidadores, seriam os pontos a serem observados por esta associação. 

O primeiro grupo de pacientes de EM tratado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, era composto por 10 pessoas. Desse núcleo, em 2001, saiu o lançamento oficial da Associação do Alto Tietê, que mais tarde se tornou GATEM.

 A cidade de Mogi das Cruzes, neste período, tinha somente um neurologista, que trabalhou, inclusive, com o Dr. Charles Tilbery. Além disso, um só profissional não transformaria a idéia em Associação de verdade. Foi feito, então, um projeto para a Secretaria de Ação Social que, aprovado, significou a locação de um imóvel e pagamento de água, luz, telefone e a contratação de um funcionário faz tudo. Os profissionais trabalhavam como voluntários, o que muito ajuda, mas não resolvia o problema de uma associação com esta proposta.

 Hoje o suporte da Secretaria de Saúde permite a contratação de dois Fisioterapeutas, um  Fonoaudiólogo, um Psicólogo e um Terapeuta Ocupacional. Mas a Associação se mobiliza para pagamento dos dois Neurologistas que auxiliam no Centro. Oitenta portadores de  Doenças Neurológicas Auto-Imunes são atendidos, sendo 50 EM. A verba atual é pequena mas o GATEM organiza atividades que ajudam na arrecadação de fundos para cobertura das despesas não cobertas pela Secretaria.

 Além disso, os laboratórios dão suporte em projetos pontuais, como workshops ou palestras, que são voltadas para portadores de EM ou mesmo cuidadores. Esse contato é muito importante, pois informação ainda é a grande arma em uma doença deste tipo.

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