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Cheirando Esclerose Múltipla

25/10/2011

Cientistas do Instituto Technion de Tecnologia, em Haifa, anunciaram que o chamado “nariz eletrônico”, um aparelho desenvolvido na instituição e revelado há cinco meses, é capaz de “cheirar” esclerose múltipla, além de alguns tipos de câncer – como o de pulmão. 

A técnica não-invasiva utiliza sensores minúsculos ligados ao hálito dos pacientes e é considerada uma revolução no diagnóstico de doenças. 

A esclerose múltipla não tem cura e se trata de uma doença segundo a qual o sistema imunológico identifica a camada de mielina dos nervos como um “corpo estranho” e a ataca. 

Poucos medicamentos – como o Copaxone, desenvolvido também em Israel – ajudam a reduzir os efeitos da doença, como perda das funções musculares, paralisia e dor. 

Hoje, o diagnóstico é feito através de modernos aparelhos de tomografia por ressonância magnética e do exame de flúido espinhal. Mas os pesquisadores do Technion – instituição da qual faz parte o professor Dan Shechtman, que recebeu este ano o Prêmio Nobel de Química – identificaram compostos orgânicos no hálito que são sinais da doença. Eles desenvolveram sensores minúsculos e testaram em 51 pacientes. O teste conseguiu identificar corretamente todos os 34 portadores de esclerose múltipla.

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/lafora/

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