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Santos ganha Centro de Tratamento de Esclerose Múltipla

02/12/2011

Da redação do TvTribuna.com


Os pacientes de Esclerose Múltipla de Santos e demais cidades da Baixada Santista terão a partir de janeiro de 2012 um Centro de Tratamento para atendimento e acompanhamento da doença sem precisar se deslocar à capital paulista.

A Santa Casa de Misericórdia de Santos inaugura nesta quarta-feira (30), o Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla – CATEM-Santos, que funcionará nos mesmos moldes do CATEM-São Paulo, do Núcleo de Neurologia da Santa Casa de São Paulo. Todo acompanhamento será coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O CATEM-Santos será coordenado pela neurologista Dra. Rosana Ferreira, sob supervisão científica do Dr. Charles Peter Tilbery, neurologista responsável pelo CATEM-São Paulo, fundado em 1997.

O objetivo é permitir que os pacientes tenham acesso gratuito à terapias multidisciplinares, como terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia e pilates, além de atendimentos periódicos, de acordo com a evolução do quadro do paciente.

Os atendimentos serão realizados todas as terças-feiras no Ambulatório de Especialidades da Santa Casa de Santos, com capacidade para receber cerca de 40 pacientes por mês. O CATEM-Santos irá incorporar o NATEMBS – Núcleo de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla da Baixada Santista, criado há seis anos, cujo tratamento era feito via particular ou convênio médico.

Doença

A Esclerose Múltipla é uma doença crônica e auto-imune (quando o sistema imunológico agride o próprio organismo), de origem desconhecida, que afeta o sistema nervoso central de adultos jovens, especialmente mulheres. A doença ataca a bainha de mielina – camada de gordura que envolve os neurônios – causando lesões que afetam o sistema motor e sensorial. No Brasil, dos 30 mil pacientes, cerca de 22 mil são mulheres. A proporção mundial é de 1,5 milhão de mulheres e 500 mil homens impactados pela doença.

Por seus sintomas serem recorrentes e alternarem em espaços de tempo que podem variar de um a cinco anos, a demora na identificação da doença é o maior desafio, podendo atrasar o seu tratamento e impactar diretamente a qualidade de vida dos pacientes. A EM pode ser controlada com a adesão e manutenção do tratamento, evitando sua progressão e reduzindo a frequência de surtos, que são imprevisíveis. A evolução da EM se difere de uma pessoa para outra, por isso quanto mais rápido o diagnóstico, melhor o acompanhamento da doença.

Integram o quadro de profissionais do CATEM-Santos, além da Dra. Rosana Ferreira,a neurologista Dra. Valdirene Barbosa; o terapeura ocupacional Antonio José Vasconcelos, a educadora física Soraya Mansur Dias (que conduzirá as aulas de Pilates), a fisioterapeuta Estela Oliveira Gonzáles e a fonoaudióloga Soraia Pinheiro.

 

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