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Ambulatório de Esclerose Múltipla retoma palestras gratuitas à população

01/03/2012
O Ambulatório de Esclerose Múltipla da Faculdade de Medicina do ABC retoma em 3 de março (sábado) programação de palestras gratuitas direcionadas ao público leigo. O tema que inaugura os trabalhos em 2012 é “Sexualidade e Esclerose Múltipla”, sob responsabilidade da enfermeira especializada na área Mirtes Oliveira. O encontro das 10h às 12h ocorrerá na própria FMABC (Av. Príncipe de Gales, 821 - Santo André). Não é necessária inscrição prévia e os interessados podem se dirigir diretamente ao local. Segundo a professora de Neurologia e coordenadora do ambulatório, Dra. Margarete de Jesus Carvalho (foto), a ideia é oferecer periodicamente eventos gratuitos e de orientação à população sobre esclerose múltipla. A primeira iniciativa ocorreu em setembro passado, com palestra da advogada Dra. Sumaya Caldas Afif, da ABEM - Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, sobre “Direitos dos portadores de esclerose múltipla”. Em novembro foi a vez das nutricionistas Mariana Talaker e Juliana Sabio falarem sobre “Nutrição para uma vida melhor”. Há projeto para que também ocorram ações semelhantes sobre doença de Parkinson. Atendimento pioneiro: A Faculdade de Medicina do ABC deu início em setembro de 2011 à nova fase do Ambulatório de Esclerose Múltipla. Há 4 anos apenas com consultas em Neurologia, o espaço pioneiro no Grande ABC ganhou perfil multiprofissional e multidisciplinar ao incorporar áreas de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Otorrinolaringologia e Assistência Social. Vinculado à disciplina de Neurologia, o novo Ambulatório de Esclerose Múltipla funciona às quintas-feiras, das 8h às 12h. O local recebe casos suspeitos encaminhados pelos próprios profissionais que atuam no campus universitário e pelo SUS via Unidades Básicas de Saúde das sete cidades do Grande ABC. Jovens no alvo: Doença neurológica mais prevalente entre jovens na Europa e na América do Norte, a esclerose múltipla atinge aproximadamente 2 milhões de pessoas em todo o mundo. É mais comum em países de clima temperado e acomete com maior frequência o público feminino, na proporção de 2 mulheres para cada homem. O problema tem maior prevalência em adultos entre 20 e 40 anos, raramente atingindo crianças e idosos. De causa desconhecida, a esclerose múltipla é doença inflamatória crônica que afeta o sistema nervoso central. Assim como lúpus e diabetes, é uma doença autoimune, caracterizada quando o sistema imunológico deixa de reconhecer o organismo e passa a combater não apenas inimigos como bactérias e vírus, mas também tecidos e células saudáveis. Na esclerose múltipla, o sistema imunológico agride a bainha de mielina – camada que envolve estruturas dos neurônios denominadas axônios. “Quando ocorre lesão inflamatória da bainha de mielina do axônio, temos o chamado surto, cujos sintomas duram pelo menos 24 horas”, explica Dra. Margarete de Jesus Carvalho, coordenadora da área na FMABC. A doença acomete diferentes partes do cérebro e da medula espinhal. A ocorrência dos surtos é imprevisível. Entre os principais sintomas estão visão dupla (diplopia) ou perda súbita da visão, fadiga, tontura, perda total ou parcial da força muscular, tremores, falta de coordenação motora, dificuldade para andar, alterações de fala, de memória e de sensibilidade. Apesar de não ter cura, o tratamento medicamentoso é bastante eficaz. Os objetivos são reduzir o número e a gravidade dos surtos, assim como a quantidade e a dimensão das lesões, além de retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

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