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Fisioterapia – Esclerose Múltipla

21/03/2012
Fonte: ESPAÇO SAÚDE Prática de exercício físico em pacientes com Esclerose Múltipla (parte 1) Estamos inaugurando o Espaço Saúde para informações aos pacientes sobre Fisioterapia e saúde. Lançaremos a cada 15 dias artigos sobre Esclerose Múltipla (EM), Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Doença de Parkinson, Doença de Alzheimer dentre outras de nossas especialidades. Hoje daremos início a uma conversa sobre Esclerose Múltipla. Durante todos esses anos trabalhando com portadores da doença, a pergunta que mais escutamos em avaliações é: “Qual exercício posso realizar?” “Até onde vai meu limite?” “Essa atividade é boa para mim?”. A resposta não é tão simples e é difícil de responder de forma generalizada. Cada paciente tem sua individualidade, seus limites e habilidades. Fisioterapia jamais será uma espécie de receita, mas em nossos artigos no Espaço Saúde, transmitiremos um pouco de nossa experiência a vocês. Já tivemos casos em que o paciente com esclerose múltipla foi desaconselhado a pratica de qualquer atividade física, sendo que não havia nenhuma contraindicação para a pratica de exercícios. Existem muitas especulações errôneas relacionadas a prática de exercícios físicos para portadores da doença. O exercício vigoroso aumenta a temperatura interna do organismo, o que, para um indivíduo saudável, é perfeitamente tolerável. Devido a desmielinização, em pacientes com EM, o sistema nervoso reage diferente e esse aumento da temperatura e leva a fadiga muscular mais rápido. Portanto, quando bem orientado o paciente deve sim ser estimulado a realizar atividades físicas. Aquele paciente que for sedentário terá sua incapacidade física antecipada quando ainda teria as funções físicas necessárias para seu dia a dia. O exercício bem orientado promove a manutenção ou a recuperação da força muscular, melhora da marcha, aumenta a resistência física, ajuda no bom funcionamento do intestino, ajuda para incontinência urinária, melhora a circulação, aumenta a capacidade cardiorrespiratória, dentre outros inúmeros benefícios. Na fase aguda, os exercícios devem ser passivos, ou seja com a manipulação feita pelo fisioterapeuta e com pausas mais longas. Já na fase remissiva, os exercícios devem ser ativos com pausas curtas. Exercícios simples com pouca resistência, muitas repetições, com intervalos regulares e um bom alongamento são eficazes. Mas todos nós queremos variar de atividade. Qual o melhor exercício? Até onde a fadiga muscular me atrapalha? Musculação pode? Pilates, Ioga, natação, plataforma vibratória? Acompanhando o nosso espaço você terá informações sobre isso e muito mais! Jessiane Koch e Claudia Scavazza, fisioterapeutas da Dimpna

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