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Esclerose múltipla atinge 2,5 milhões de pessoas no mundo

12/06/2012

A doença afeta prioritariamente os jovens entre 25 e 30 anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a esclerose múltipla atinge 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, enquanto no Brasil são mais de 30 mil portadores, sendo que apenas cinco mil recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). Para desmistificar preconceitos e minimizar os sintomas, é lembrado hoje, 30, o Dia Mundial da Esclerose Múltipla.

É com a frase “Aprenda a viver com esclerose múltipla (EM) e não seja um doente” que a Dra. Maria Fernanda Mendes, neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia apresenta a doença de caráter autoimune, que afeta as fibras nervosas responsáveis pela transmissão de comandos do cérebro a várias partes do corpo.

Ao contrário do que muitos pensam, a EM afeta jovens com idade entre 25 e 30 anos, acabando por derrubar o mito de que esclerosados são os idosos com perda de memória. O envelhecimento, portanto, segue na contramão da doença, que atinge principalmente as mulheres. A “proporção é de cada três mulheres para cada homem”, revela a neurologista.

Embora a medicina ainda desconheça as causas da doença, acredita-se que haja uma associação entre fatores genéticos, virais e ambientais para o seu aparecimento. A semelhança com outras patologias, entretanto, dificulta o diagnóstico. A EM decorre de qualquer alteração neurológica, como tontura vertigens, paralisia ou dormência nos braços ou pernas, embaçamento da visão, entre outros sinais. A labirintite, por exemplo, é uma das doenças confundidas com a EM, mas pode ser diferenciada quando a tontura se torna incapacitante. O que irá distinguir uma doença da esclerose é o tempo de duração dos sintomas, que perdura por muito mais tempo no seu caso. Um estudo americano citado pela Dra. Maria Mendes, também professora da Santa Casa de São Paulo, indica que os pacientes costumam demorar até quatro anos entre o primeiro sinal e o diagnóstico.

Tratamento

Para detectar a doença, exames como ressonância magnética de crânio e coleta do líquido espinhal devem ser realizados. Uma vez diagnosticada, recomenda-se tratar a manifestação aguda para posteriormente realizar o tratamento preventivo, a fim de que se diminua a resposta inflamatória evitando a lesão dos neurônios.

“A esclerose múltipla não tem cura, mas tem controle”, afirma a médica. O diagnóstico precoce, o uso de recursos terapêuticos e um acompanhamento permanente de um especialista são pontos fundamentais para o êxito do tratamento.

Mesmo que de difícil avaliação, os avanços medicinais têm indicado grandes perspectivas para a doença. As novas pesquisas e o surgimento de medicamentos imune-moduladores têm surgido para favorecer o tratamento. De todo modo, permanecer atento aos sintomas e recorrer a um especialista a qualquer sinal da doença são atitudes fundamentais para garantir uma vida equilibrada e saudável, distanciando os pacientes do indesejável estigma de “doente”.

 

Fonte: http://uipi.com.br/destaques/destaque-2/2012/05/30/esclerose-multipla-atinge-25-milhoes-de-pessoas-no-mundo/

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