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Pesquisadores brasileiros descobrem princípio ativo natural eficaz no tratamento da esclerose múltipla

21/08/2012

 

Novos estudos apontam sucesso da ação anti-inflamatória do euphol em ratos para encefalomielite autoimune experimental; descoberta pode revolucionar tratamento em humanos.

Desde o final da década de oitenta, com o avanço da ressonância magnética, e início dos anos noventa, com descoberta dos tratamentos com interferons e acetatos de glatiramer, o diagnóstico e tratamento da Esclerose Múltipla avançou muito. Os pacientes são diagnosticados cada vez mais cedo e a primeira fase da doença – a inflamação – é controla parcialmente. O que falta, no entanto, são mecanismos de tratamento mais abrangentes e com menos efeitos colaterais, grandes vilões dos medicamentos atuais.

Mas as novidades no setor são promissoras. Pesquisadores brasileiros do laboratório Kyolab, de Campinas, SP, realizaram estudos que apontam, com sucesso, a ação anti-inflamatória do princípio ativo da planta aveloz, o euphol, no tratamento da doença. A princípio, a pesquisa realizou testes em ratos, mas a descoberta pode revolucionar o tratamento em humanos.

Entenda a doença e o tratamento -A esclerose múltipla (EM) é uma grave e crônica doença inflamatória autoimune mediada por células do sistema nervoso central (CNS). A terapia existente hoje para tratamento dessa doença é parcialmente eficaz, mas está associada a efeitos secundários indesejáveis. A fim de acabar com os efeitos colaterais indesejados, os pesquisadores do labotório KYolab, de Campinas, SP, estudaram alternativas para o combate à doença. Após pesquisas específicas, os profissionais descobriram que o princípio ativo natural Euphol, um álcool triterpeno tetracíclico encontrado na planta brasileira Aveloz, cujas propriedades farmacológicas incluem ação anti-inflamatória, pode representar umaq molécula de interesse potencial para o tratamento de esclerose múltipla e outras TH17 medias por células de doenças inflamatórias.

A conclusão ocorreu após a equipe de pesquisadores realizar exaustivos testes em ratos, cujos resultados resultados mostraram que a administração oral de euphol reduz consistentemente e limita a gravidade e desenvolvimento de EAE.

Respostas imunológicas e inflamatórias foram avaliadas por PCR em tempo real, Western blot e ensaios de citometria de fluxo. Os dados mostram que o euphol atenua significativamente os sinais neurológicos da EAE. Estes efeitos benéficos do euphol parecem estar associados com a regulação negativa do mRNA e expressão de proteína de cerca de mediadores pró-inflamatórios, tais como TNF-a, óxido nítrico sintase indutível (iNOS) e ciclo-oxigenase-2 (COX-2) no SNC . Além disso, in vitro, o euphol inibiu consistentemente a resposta mediada por células T imune incluindo a produção de citocinas Th1 e TH17 em células de baço de animais não tratados na EAE. Da mesma forma, o tratamento por via oral euphol inibiu a infiltração de TH17 mielina células específicas para o SNC através da molécula de adesão, o antígeno associado à função de linfócitos 1 (LFA-1).

A Kyolab (outrora Pianowski & Pianowski Ltda.) é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos farmacêuticos e cosméticos, com expertise em fitomedicamentos. Produz e padroniza extratos vegetais, isola e identifica substâncias ativas. Luiz Francisco Pianowski teve participação como inventor em 25 patentes depositadas de produtos que estão no mercado, como: Acheflan, Giamebil, Prostokos , Sintocalmy, Imunoglucan, Kronel etc, etc. A Pianowski & Pianowski e a Kyolab somam nove anos de atuação no mercado.

 

FONTE: REVISTA FATOR

 

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