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Marcador genético determina o quanto a esclerose múltipla pode comprometer

04/10/2012

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória devastadora que afeta principalmente a medula espinhal e o cérebro. A imprevisibilidade de surtos e a permanente incapacidade médica de antecipar qual paciente terá uma boa resposta ao medicamento indicado são as características mais importantes da enfermidade. Cientistas das universidades de Yale e Harvard e pesquisadores do Hospital Brigham, em Boston, porém, acreditam ter encontrado a “bola de cristal” que porá fim a essas duas dificuldades e levará ao desenvolvimento de tratamentos mais personalizados.

O artigo publicado na Science Translational Medicine desta semana sugere que indivíduos acometidos com a esclerose múltipla podem ser divididos em dois grupos com níveis distintos de atividade da doença. Eles poderiam ser identificados por um exame relativamente simples, o que ajudaria os médicos a diagnosticarem pacientes com maiores riscos de surtos e aqueles que podem se beneficiar de um tratamento inicial mais agressivo. Philip De Jager e sua equipe colheram amostras de sangue de quase 700 indivíduos com esclerose múltipla. Em seguida, eles isolaram células imunes específicas envolvidas na produção de proteínas e alvo dos atuais tratamentos da enfermidade, os linfócitos T. Deles, foi extraído material genético em que foi possível perceber uma espécie de assinatura metabólica diferenciada.

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