Pergunte ao especalista

Em Foco

Células raras podem servir para tratar esclerose múltipla

13/11/2012

Investigadores do Centro Médico da Universidade de Duke, nos EUA, descobriram que um raro tipo de linfócito (célula do sistema imunológico) pode ajudar no tratamento de doenças auto-imunes graves, como esclerose múltipla e artrite reumatóide, avança o G1, o site noticioso da Rede Globo.


O estudo, publicado na revista Nature, aponta que as células foram reproduzidas em laboratório e inseridas novamente em organismos de ratos doentes, com resultados positivos.
As células estudadas, um subgrupo dos linfócitos chamados de B10, são encontradas em pequena concentração nos organismos. Elas são, no entanto, importantes para controlar inflamações e o processo auto-imune, de acordo com a pesquisa.


As células B10 produzem uma proteína, a chamada IL-10, que ajuda a controlar a resposta do sistema imunológico durante infecções, reduzindo danos causados deliberadamente a tecidos do corpo, segundo a pesquisa.


Tratamento


Ratos com sintomas de esclerose múltipla receberam linfócitos B10 no seu organismo. Após algum tempo, os efeitos da doença foram reduzidos de forma substancial, quase eliminando o distúrbio, de acordo com o estudo.


"Células B regulatórias são uma nova descoberta que ainda estamos começando a entender", afirma o autor da pesquisa, o professor de imunologia Thomas Tedder, à revista Nature. Para ele, as células B10 são importantes porque garantem que a resposta do sistema imunológico não saia do controlo, resultando em destruição de tecidos e outros efeitos de doenças auto-imunes.


"Este estudo mostra pela primeira vez que há um processo que determina quando e como estas células produzem IL-10", afirma Tedder. A descoberta é que a célula B10 responde a tipos específicos de antígenos – quando isso ocorre, estes linfócitos e suas proteínas agem para desactivar outros tipos de células do sistema imunológico que poderiam causar destruição de tecidos do organismo.


Os cientistas descobriram que, mesmo sendo reproduzidas em laboratório, as células B10 obtidas de ratos mantêm a sua capacidade de controlar o sistema imunológico. Os próximos passos do estudo incluem entender como funciona a reprodução de linfócitos B10 humanos e determinar se o uso terapêutico das células terá o mesmo efeito que o ocorrido em ratos.

 

Fonte: RCPHARMA

 

Outras Noticias