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Funad tem centro para tratar esclerose múltipla

22/01/2013

O diagnóstico precoce é fundamental para que o portador da esclerose múltipla tenha um tratamento adequado e não venha a sofrer sequelas irreversíveis. A Paraíba acaba de dar um passo importante nesse sentido com a criação do Centro de Referência em Esclerose Múltipla, que ajuda as pessoas portadoras da doença a controlar os sintomas e manter a qualidade de vida.

O Centro de Referência em Esclerose Múltipla funciona na Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência da Paraíba (Funad). A coordenadora do centro, a neurologista Bianca Etelvina Santos de Oliveira, disse que em todo Estado 123 pacientes estão cadastrados nos serviços de saúde, dos quais 65 em João Pessoa e 12 em Campina Grande.

A presidente da Funad, Simone Jordão, destacou a importância da criação do Centro de Referência em Esclerose Múltipa na definição do diagnóstico da doença, tendo em vista que há muitos casos subnotificados na Paraíba. Ela acrescentou que o espaço oferece assistência médica especializada, serviço social, fisioterapia e fonoaudiólogo, dispensação e aplicação de medicamentos, com atenção farmacêutica e de enfermagem.

“Além de ser um espaço de atendimento, o centro também funciona como equipamento de fomento à pesquisa, estudos e formação de profissionais”, afirmou a presidente da Funad, observando que os portadores de esclerose múltipla não ficam mais perambulando nas unidades de saúde quando os profissionais desconfiarem dos sintomas da doença.

FONTE: PB Já

Para o vice-presidente da Associação Paraibana de Esclerose Múltipla (Apbem), Marcolino Barros, a criação do centro de referência é uma grande vitória para os portadores da doença. “O centro permite que o diagnóstico seja feito precocemente. Isso é muito difícil hoje em dia, já que se trata de um diagnóstico feito por exclusão. Esse centro é fundamental e a Paraíba ganhou em qualidade de atendimento, pois o profissional tem para onde encaminhar o paciente com esclerose múltipla”, ressaltou.

Marcolino Barros explicou que a esclerose múltipla é uma doença de difícil diagnóstico porque se confunde com outras patologias, pois seus sintomas iniciais podem aparecer e desaparecer repentinamente (surtos). “A esclerose múltipla é uma doença degenerativa do sistema nervoso central e que se caracteriza por se apresentar em surtos”, explicou. Segundo ele, o diagnóstico somente pode ser dado após uma combinação de exames clínicos específicos e ressonância magnética.

Capacitação – Desde 2011, o Governo do Estado promove capacitação de médicos e profissionais que atuam nas unidades do Programa Saúde da Família, a fim de prepará-los em relação ao diagnóstico e tratamento da esclerose múltipla.

“Os médicos do PSF recebem treinamento para passarem a pensar em possíveis patologias mais raras, como a esclerose múltipla, e tentar fazer um diagnóstico parcial para que o paciente seja encaminhado e possa ser feito um diagnóstico mais precoce”, informou a neurologista Bianca Etelvina.

A doença – A esclerose múltipla é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, responsável pelo controle geral do organismo, como funcionamento de órgãos e percepção dos sentidos. Ela é autoimune – quando o corpo reage contra suas próprias células e tecidos por uma falha no sistema imunológico – e tem evolução crônica que pode levar a sequelas motoras e sensoriais.

A doença não tem cura, mas pode ser tratada com medicamentos. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor para o tratamento.

Os sintomas mais comuns são: dormência em qualquer parte do corpo, perda das funções motoras, visão dupla ou perda momentânea da visão, dor sem causa específica, dificuldade para caminhar, fadiga, desequilíbrio, tremores e dificuldades de controlar os movimentos, entre outros. A doença atinge principalmente adultos jovens entre 20 e 40 anos, sendo na grande maioria do sexo feminino e de pele branca.

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