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EM: A segunda causa de incapacidade jovem

28/05/2013

 

A esclerose múltipla já é a principal causa de incapacidade jovem, logo a seguir aos acidentes.

Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

Os jovens são as suas principais vítimas. É a elas que rouba a normalidade e ensombra o futuro, que não raras vezes rouba a esperança, transformando o dia a dia numa autêntica montanha-russa. Luísa Sacchetti Matias conhece bem os altos e baixos, ou não vivesse com esclerose múltipla há 21 anos, mais de metade da sua vida. Em vésperas do Dia Mundial que assinala a doença, partilha o que tem sido viver com um problema que, depois dos acidentes de viação, é já a principal causa de incapacidade nesta faixa.

Aos 35 anos encontra-se, conta, a «reconstruir» a vida. Enfrentou a dura realidade «de uma doença que incapacita pessoas muito novas, ou que retira completamente a qualidade a quem esperava uma vida familiar e profissional plenas e um envelhecer tranquilo». Mas não desistiu de lutar, nem mesmo quando, depois de 12 anos com sintomas mas sem diagnóstico, ficou finalmente a conhecer o nome de um problema que era também seu.

Às dificuldades físicas juntou outras. «Era complicado dizer que estava tudo bem quando não estava, só porque não era visível por fora. Senti na primeira pessoa o porquê da complicação em compreender a esclerose múltipla», conta. Ângela Valença, neurologista, confirma ao Destak que «ser diagnosticado com uma doença crónica e potencialmente incapacitante numa altura da vida em que se fazem planos para o futuro, leva a que se reavalie tudo o que se conhece». Motivo de sobra para que, este ano, o dia dedicado à doença, que se assinala amanhã, tenha como tema os 'Jovens e Esclerose Múltipla'. Na quarta-feira, as histórias de jovens como Luísa serão reveladas para incentivar a partilha e a superação dos desafios diários, aproveitando o melhor que a vida tem para oferecer.

Quando o cérebro não comanda

Por ser «uma doença do cérebro e do sistema nervoso» e porque o cérebro é o que comanda tudo no nosso corpo - «recebe informação se temos frio nos pés, se precisamos de ir ao WC, se os sapatos nos estão a magoar ou se o cinto das calças esta demasiado apertado» - pode «afetar significativamente a nossa vida». E apesar de não ter, por enquanto, cura, «tem tratamento», embora «uma em cada cinco pessoas acabe por usar permanentemente uma cadeira de rodas».

Há, por isso, que estar atento a sinais de alerta como a falta de força nas pernas, visão desfocada, formigueiros num braço ou perna, ou ainda dificuldade em controlar os movimentos, sintomas que devem motivar a procurar de ajuda médica.

 

 

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