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Três jovens estudantes de cinema vencedores do Prémio EM Curtas

01/06/2013

As três curtas-metragens vencedoras da primeira edição do Prémio EM Curtas foram reconhecidas na segunda-feira numa cerimónia que antecedeu a comemoração do Dia Mundial da Esclerose Múltipla, que se assinala a 29 de Maio, avança comunicado de imprensa.


O Prémio EM Curtas é uma iniciativa da Novartis, em parceria com o Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), e das três associações de doentes do país: Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), a Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM) e a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), dirigida a estudantes das áreas de cinema e audiovisuais de todo o país que tinha por objectivo divulgar e sensibilizar a sociedade para a doença através do retrato, em curtas-metragens, do dia-a-dia dos portadores.


Das sete curtas-metragens a concurso o júri seleccionou ‘Ana Monstro’, de Francisco Miranda como o vencedor do primeiro prémio. O estudante da Universidade Lusófona retrata o conflito interior de Ana, uma jovem de 22 anos, que convive diariamente com um ‘Monstro’ que só com uma grande força de vontade conseguirá combater. Em segundo lugar ficou o trabalho ‘EM 3, 2, 1 Acção’, de Andreia Campos, Ana Mansinho e André Ferreira e em terceiro lugar, da autoria de Guilherme, ‘A Esclerose Múltipla e Eu’. Para além do reconhecimento público e dos prémios monetários de 2.000 €, 1.000 € e 500 €, os três vencedores da iniciativa vão ver as suas obras, a partir do dia 1 de Junho, projectadas em todas as salas dos complexos Cinemas City.

A decisão do júri, composto por Mariana Pimentel, representante do Instituto do Cinema e do Audiovisual, pelo realizador português Gonçalo Galvão Teles, por um representante da Novartis e por um responsável de cada uma das associações de doentes teve como base critérios como o conhecimento que cada filme promove sobre a doenças e o seu impacto nas esferas pessoal e social, a utilização de testemunhos reais de pessoas com a EM e a capacidade de sensibilizar e criar impacto na opinião pública, chamando a atenção para a doença.

O Prémio EM Curtas contou também com a parceria de sete Escolas que incentivaram os seus alunos a participar, são elas a Escola Superior de Teatro e cinema do Politécnico de Lisboa (ESTC), a Escola Técnica de Imagem e Comunicação Aplicada (ETIC), a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, o Instituto de Criatividade, Artes e Novas Tecnologias (Restart), a Universidade da Beira Interior, a Escola Superior Artística do Porto (ESAP) e o Instituto Politécnico de Leiria.

Sobre a Esclerose Múltipla

A EM afecta cerca de 5.000 portugueses. Em todo o mundo são cerca de 2,5 milhões de pessoas com esta doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos de idade, e que interfere com a capacidade do doente em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio. As mulheres têm duas vezes mais probabilidades de desenvolver EM do que os homens.

A EM tem um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes e das suas famílias. Cerca de 85% das pessoas com EM queixam-se de fadiga constante independentemente do seu grau de incapacidade provocado pela doença, o que interfere com a sua qualidade de vida e produtividade.

Fonte: RCPHARMA

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