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Pesquisa: 67% dos brasileiros com esclerose múltipla estão desempregados

11/06/2013

Além do impacto na capacidade de prover o próprio sustento, os pacientes têm a autoestima abalada pelo afastamento precoce.

Uma doença neurodegenerativa, que acomete preferencialmente mulheres entre 20 e 40 anos — ou seja, em plena capacidade produtiva — e que atinge cerca de 30 mil brasileiros, a esclerose múltipla (EM) impõe uma série de desafios à saúde dos pacientes e, também, acarreta sérios impactos socioeconômicos. Um estudo revelou que, no país, cerca de 67% das pessoas com EM não estão empregadas. “Os portadores apresentam graus variados de acometimento neurológico e comprometimento da vida diária, incluindo a capacidade laborativa (de trabalho). A manutenção do trabalho está relacionada à melhora da autoestima, além de exercitar a cognição”, esclarece Ernane Pires Maciel, neurologista do Hospital de Base de Brasília.

De acordo com a pesquisa Burden of Multiple Sclerosis and Unmet Needs in Brazil: work status and productivity loss (peso da esclerose múltipla e necessidades não satisfeitas no Brasil: situação de trabalho e perda de produtividade, em tradução livre), o tempo médio entre o diagnóstico da patologia e a aposentadoria do paciente é de quatro anos.

Fonte: CORREIO BRASILIENSE

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