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Francês é a primeira pessoa com deficiência a saltar no Everest

28/10/2013

Katmandu — Um francês que sofre de esclerose múltipla se tornou, neste domingo, a primeira pessoa portadora de deficiência a saltar de paraquedas no Monte Everest, o cume mais alto da Terra, completando com sucesso sua aterrissagem antes de ser levado para o hospital preventivamente.

"Eu me sinto muito feliz. Estou exausto, mas muito feliz", disse Marc Kopp da cama de um hospital em Katmandu, onde os médicos o examinaram em busca de eventuais ferimentos provocados durante o salto.

Com 55 anos, Kopp, que mora em Longwy, a nordeste de Paris, vive há mais de uma década de esclerose múltipla, doença degenerativa do sistema nervoso, que interrompe a comunicação do cérebro com o corpo.

Com os músculos enfraquecidos, lesões surgem no cérebro e na medula espinhal e, em casos mais graves, os pacientes podem perder a capacidade de falar ou caminhar.

No salto duplo, Kopp pulou de um helicóptero que sobrevoava a montanha a 10.000 metros de altitude, acompanhado do amigo, o campeão de skydive Mario Gervasi.

"Espero que minha iniciativa inspire outros que vivem com esta doença. Espero que muitos outros sigam os meus passos", declarou Kopp à AFP.

Ele explicou que os preparativos para o salto foram "muito dolorosos" e provocaram dores em todo o corpo.

Embora costume usar cadeira de rodas para se deslocar, a trilha pela cordilheira do Hilamaia significou para ele passar várias horas por dia no dorso de um cavalo, o que castigou sua espinha, até chegar ao local de onde o helicóptero partiu.

"Houve muitas vezes nos últimos dias em que pensei que não conseguiria realizar meu sonho", afirmou.

Com ajuda de amigos e admiradores, Kopp conseguiu arrecadar 26.000 euros (US$ 35.885) para a viagem.

Após concluir o salto, na manhã deste domingo, ele retornou a Katmandu de helicóptero, onde os médicos o aconselharam a tirar um dia de descanso.

Kopp foi diagnosticado em 2001 com esclerose múltipla progressiva primária, uma forma da doença sem quase nenhum prospecto de remissão.

Ele trabalha como voluntário e gerencia um grupo de apoio para pessoas com a mesma doença.

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