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Metamorfose na saúde

05/05/2015

Com relação à saúde, temos o hábito de pensar: “O que originou o problema?” Melhor, contudo, é perguntar que lição podemos aprender com o que está acontecendo.

Em determinadas ocasiões, uma doença motiva o indivíduo a ser uma pessoa melhor, a superar-se a si mesmo ou, ao contrário, pode levar a pessoa a desanimar-se e a desistir.

Quando penso na metamorfose, especificamente na transformação de uma lagarta em borboleta, dou-me conta de que todas as etapas são importantes para que as asas e a perfeição da borboleta possam se desenvolver.

Quando a borboleta consegue se libertar de seu casulo, ela arranca o invólucro e começa a estirar suas asas, a secar-se e a desenvolver a força que lhe permitirá voar. Se tentássemos ajudá-la, tirando delicadamente o invólucro, o mais provável é que quebraríamos suas asas, e isso a impediria de voar e até mesmo de sobreviver.

Quando estamos enfrentando alguma doença ou, especificamente, a “esclerose”, a primeira coisa da qual deveríamos nos desprender e que devemos eliminar é o medo, e então fortalecer as asas do pensamento centrado no Amor divino, que nos abriga e sustenta.

Diversos têm sido osexperimentos para reverter a esclerose. Entretanto, no caso deGiselle Jordan, de Washington, Estados Unidos, a cura ocorreuapós Giselle adotar uma perspectiva diferente.

Depois de vários meses de exames médicos, ela recebeu o diagnóstico de “esclerose múltipla”, sem esperança de tratamento nem de que a causa fosse determinada, e a única alternativa era o alívio parcial dos sintomas.

O que a motivou a encontrar novas respostas foi seu anseio espiritual, e isso a transformou. Ela deixou de ter um conceito limitado de si mesma e passou a se identificar com qualidades como a paciência, a perfeição e a pureza.

Teve de vigiar seus pensamentos, para focá-los no que é bom, e se desprender pouco a pouco do casulo do medo, para que sentisse a fragrância do Amor divino que a foi libertando, dia após dia, dando-lhe forças para realizar seu voo até ficar livre daquela doença.

Ao refletir sobre a experiência de Giselle, me vem ao pensamento a perseverança que podemos desenvolver para alcançar um objetivo. Se às vezes o tempo dentro do casulo parece ser longo, é bom considerar a metamorfose pela qual Giselle passou: ao ver que sua identidade é espiritual, ela encontrou a almejada saúde.

* Claudia Honorato faz parte do Comitê de Publicação da Ciência Cristã no Chile.

Fonte: O DEBATE

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