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Mulheres com doenças graves sofrem mais com separação conjugal do que os homens

17/11/2009


Estudo afirma que 21% dos homens se afastam da esposa depois do diagnostico de problemas sérios de saúde, como o câncer


Por Minha Vida Publicado em 17/11/2009


Um estudo realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, sugere que mulheres com doenças graves, como câncer ou esclerose múltipla, estão seis vezes mais propensas a enfrentarem um divórcio ou uma separação, após seis meses do diagnóstico da doença, se comparadas com homens que sofrem com as mesmas doenças.

A pesquisa contou com 515 pacientes, entre homens e mulheres, com tumores cerebrais malignos e outros tipos de câncer ou esclerose múltipla, que estavam casados no momento do seu diagnóstico. De acordo com os resultados, a taxa de separação foi de 21% quando as mulheres estavam doentes, contra 3% quando eram os homens que eram pacientes destas doenças.

O levantamento apontou que entre os 214 pacientes com tumores cerebrais, 78% dos divórcios ou separações ocorreram com as mulheres. Dos 108 pacientes com esclerose múltipla e 193 pacientes de câncer, 96% e 93% das separações, respectivamente, ocorreram com as mulheres.

 De acordo com os pesquisadores, a explicação para o aumento de separações após o diagnóstico não fica clara, mas eles identificaram que os casamentos longos estão mais protegidos de acabarem perante uma doença, de acordo com os pesquisadores. Eles explicam que o relacionamento duradouro é capaz de minar as chances de divórcio e separações, fazendo com que parceiro seja mais presente durante o tratamento do cônjuge.

Outro aspecto do estudo apontou que pacientes que sofriam com tumores cerebrais, que tinham se separado ou se divorciado, estavam mais suscetíveis a usar antidepressivos, a não completarem o tratamento médico e a morrerem do que os pacientes, cujos casamentos superaram a doença.

fonte: MINHA VIDA 17-11-2009

 

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