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VACINAÇÃO CONTRA RUBÉOLA X ESCLEROSE MÚLTIPLA

16/09/2008

Foi lançada pelo Ministério da Saúde a campanha nacional para vacinação contra a rubéola (www.brasillivredarubeola.com.br), o que tem chamado a atenção de pacientes portadores de EM, gerando dúvidas sobre o risco de contaminação e a necessidade da vacinação.

A rubéola é uma doença viral, facilmente transmissível através do contato com a pessoa infectada ao tossir e respirar, liberando pequenas gotas de secreções por vezes imperceptíveis, sendo contraída tanto por crianças quanto adultos. Seus sintomas mais comuns são manchas avermelhadas na pele (“rash cutâneo”), a partir do pescoço, depois alastrando-se por tronco, pernas e braços, durando aproximadamente 3 a 5 dias. Febre também é um sintoma comum, embora haja pacientes que não relatem estes sintomas e tenham contraído a enfermidade.

Mulheres grávidas transmitem a doença ao feto através do cordão umbilical, podendo ocasionar desde o aborto espontâneo quando ainda no primeiro trimestre gestacional, ou ainda algum tipo de mal-formação. Porém, gestantes não devem ser vacinadas.

Demais mulheres em período fértil estão convocadas pelo Ministério da Saúde, isto é, desde 12 até 39 anos, além de homens casados com esposas nesta situação, ou seja, mulheres fora da fase reprodutiva e seus parceiros não têm indicação para esta vacinação.

Pacientes portadores de EM devem tomar vacinas com indicações precisas uma vez que pode ocorrer exacerbação da doença em alguns casos. Queremos ainda chamar a atenção que, se o portador de EM estiver sobre tratamento imunossupressor, a vacina é contra-indicada.


Dr. Charles Peter Tilbery
Coordenador do CATEM


contato@catem.com.br

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