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Radiação ultravioleta reduz sintomas da esclerose múltipla em ratos

24/03/2010

Poucos tratamentos parecem ajudar pacientes que sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica degenerativa que afeta o sistema nervoso central. Sabe-se, no entanto, que a luz solar tem alguma relação com a doença, pois em países afastados da Linha do Equador a incidência de casos é bem maior.

Por mais de três décadas acreditavam que isso podia ser resultado do aumento da absorção da vitamina D, induzida pela exposição ao sol. Entretanto, um trabalho realizado pela Universidade de Wisconsin-Madison, EUA, sugere que a ligação seja, mesmo, com a radiação ultravioleta. Os raios UV – tão temidos pelos branquinhos nas praias – podem desempenhar um papel muito mais importante na proteção contra a esclerose.

“Desde os anos de 1970, muitos acreditaram que a luz solar reduzia as chances de esclerose em função da vitamina D”, explica Hector DeLuca, professor de bioquímica da universidade. “É verdade que altas doses de formas ativas da vitamina D podem bloquear a doença em modelos animais, levando a um elevado nível de cálcio no sangue. Entretanto, sabemos que pessoas que moram nos trópicos não têm tanto cálcio no sangue, mesmo não tendo muita tendência à esclerose. Então, tudo indica que algo além da vitamina D possa explicar a relação geográfica”.

Ratinhos dos trópicosA exposição ao UV (equivalente a duas horas de sol direto de verão) não interferiu no número de ratos afetados pela doença, embora tenha reduzido os sintomas da esclerose múltipla, especialmente em animais que foram tratados com os raios ultravioletas diariamente. A equipe também descobriu o aumento dos níveis de vitamina D não podem explicar a redução dos sintomas. Em algumas situações, a radiação reduziu as reações imunológicas.

“Estamos procurando identificar que compostos são produzidos pela pele que podem desempenhar um papel importante nisso, mas, honestamente, nós não sabemos o que ocorre”, admite DeLuca. “De alguma forma isso faz com que o animal passe a tolerar o que está acontecendo, ou tenha algum mecanismo de reação que bloqueie os danos autoimunes”.

Se os pesquisadores conseguirem descobrir o que o organismo passa a produzir mediante a exposição aos raios ultravioletas, tratamentos mais eficazes contra a doença poderiam ser produzidos.

FONTE: Ciência diária

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