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Biogen Idec testa tratamento oral para a esclerose múltipla

06/07/2010

A Biogen Idec anunciou segunda-feira a inclusão do primeiro doente num estudo de fase II multicêntrico – EXPLORE – projectado para avaliar a terapêutica BG-12 (dimetil fumarato) em combinação com tratamentos habitualmente usados em primeira linha nos doentes com esclerose múltipla surto-remissão, avança comunicado de imprensa.

 O estudo EXPLORE foi desenhado para avaliar a segurança e tolerabilidade do fármaco oral BG-12, em combinação terapêutica com interferão beta (IFNβ) ou acetato de glatirâmero (AG), em doentes que continuem a apresentar actividade da doença, apesar de estarem sob tratamento há pelo menos um ano. A eficácia da terapêutica também será avaliada num sub-grupo de doentes.

 "Um dos grandes desafios no tratamento da esclerose múltipla é que muitos doentes continuam a experienciar a actividade da doença apesar de estarem sob tratamento", diz Alfred Sandrock, vice-presidente sénior de Investigação e Desenvolvimento em Neurologia na Biogen Idec. Assim, "o objectivo do EXPLORE é avaliar se o BG-12 pode ser um agente seguro e eficaz para ser utilizado em combinação com outras terapêuticas. Esta é uma consideração importante para os doentes que precisam de novos tratamentos", considerou o responsável.

 O BG-12 é o primeiro composto usado em estudos para o tratamento da esclerose múltipla que mostrou conseguir activar a via de transcrição Nrf2. Experimentalmente, demonstrou-se que o Nrf2 apresenta propriedades neuroprotectoras e anti-inflamatórias. Por isso, a sua activação nos doentes com esclerose múltipla pode prevenir os danos celulares e a perda de tecidos causados pela doença.

Estudos pré-clínicos mostraram que a activação da via do Nrf2 defende o sujeito do stress oxidativo induzido pela morte neuronal, protege a barreira hemato-encefálica e ajuda a manter a integridade da mielina no sistema nervoso central. A inflamação e os danos no sistema nervoso central podem desencadear os sintomas frequentes da esclerose múltipla surto-remissão, tais como a fadiga, a deterioração cognitiva e a incapacidade física.

 "A comunidade ligada à esclerose múltipla está ansiosa por novas opções de tratamento para esta doença incapacitante", afirmou Robert Fox, neurologista e director médico do Cleveland Clinic Mellen Center for Multiple Sclerosis Treatment and Research, nos EUA.  "O BG-12 pode oferecer aos doentes uma estratégia adicional de tratamento e o seu potencial para reduzir a inflamação e promover a neuroprotecção, a segurança demonstrada e a sua administração oral apoiam este estudo onde o BG-12 entra como uma possível combinação terapêutica para a esclerose múltipla".

 "O estudo EXPLORE é mais uma demonstração do compromisso da Biogen Idec em relação à esclerose múltipla", acrescentou Al Sandrock, vice-presidente sénior de Investigação e Desenvolvimento em Neurologia na Biogen Idec. "Temos uma das mais extensas linhas de investigação na área da esclerose múltipla, com vários programas que visam ser críticos no tratamento da patologia. Esta linha de investigação inclui programas em estadio desenvolvido, como com o BG-12, o interferão beta 1a peguilado e o daclizumab, e programas num estadio de desenvolvimento inicial como o do anti-LINGO, entre outros".

Fonte: RCM PHARMA

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