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Terapias Integrativas

Acupuntura

A acupuntura é um ramo relevante da Medicina Tradicional Chinesa, uma prática milenar, origem há 4500 anos na China, uma prática que se propagou pelo mundo. Em 1970 a acupuntura obteve aprovação da Organização Mundial de Saúde.

No Brasil, a acupuntura foi recentemente considerada uma especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), desde 1995, e pela Associação Médica Brasileira (AMB), desde 1998.

A palavra acupuntura origina-se do latim, sendo que acus significa agulha e punctura significa puncionar. A acupuntura se refere, portanto, à inserção de agulhas, através da pele, nos tecidos subjacentes em diferentes profundidades e em pontos estratégicos do corpo para produzir o efeito terapêutico desejado. Os conceitos da MTC são difíceis de explicar nos termos da medicina ocidental, mas não se pode negar a sua validade e sua importância. Muitas pesquisas científicas recentes têm contribuído para a compreensão mais clara dos mecanismos da acupuntura, demonstrando efeitos neurológicos e neuroendócrinos, e com múltiplas respostas biológicas. É um método popular desde os tempos antigos na China, pode ser utilizada no tratamento de uma grande variedade de doenças, independente da localização, da idade ou sexo.

É um método seguro quando realizado por médicos qualificados, com material adequado (agulhas estéreis e descartáveis) e é desprovido de efeitos colaterais. Nas doenças mais graves e crônicas, a acupuntura melhora alguns sintomas e a qualidade de vida do paciente. Atualmente não existe comprovação do tratamento da Esclerose Múltipla com a acupuntura, mas é um método alternativo para o tratamento de alguns sintomas, mas apenas como método complementar; não apresentando nenhuma contra-indicação, mas não como primeira escolha para o tratamento.

Homeopatia

A homeopatia tem-se mostrado curativa num amplo leque de doenças, e além do mais, presta grande ajuda como tratamento paralelo em muitas outras, como por exemplo, a esclerose múltipla.

A homeopatia é uma especialidade médica que se baseia nos seguintes princípios:

I - o doente não é dividido em partes, mas é considerado como um todo, tanto físico como psicológico;
II - cada doença se manifesta de uma maneira especial em cada doente, então, o medicamento deve ser escolhido de maneira individualizada;
III - os medicamentos são utilizados em doses baixíssimas, tão baixas que não mais contêm qualquer vestígio de matéria;
IV - os medicamentos são escolhidos por sua capacidade para produzir sintomas similares aos da doença a curar em pessoas sadias; dessa maneira, estimulam os mecanismos de regulação do organismo.

É comum acreditar que "se a homeopatia não faz bem, também não faz mal", mas isso é completamente falso, e os medicamentos homeopáticos sim podem produzir efeitos adversos ou colaterais. Isso acontece quando não estão perfeitamente ajustados ao perfil individual de cada paciente, tal como ele sente e sofre a doença, ou a dosagem do remédio não foi perfeitamente escolhida. Por esses motivos, os remédios sempre devem ser indicados por um médico homeopata. No Brasil, a homeopatia é reconhecida como uma especialidade médica oficial desde 1980. Por isso, só médicos formados em faculdades de medicina podem se especializar em homeopatia.

A homeopatia tem-se mostrado curativa num amplo leque de doenças, e além do mais, presta grande ajuda como tratamento paralelo em muitas outras, como por exemplo, a esclerose múltipla. Para ter dados mais certos sobre o efeito da homeopatia na esclerose múltipla, o CATEM está realizando um estudo nos pacientes com fadiga e espasticidade, onde o tratamento homeopático é associado ao tratamento habitual. A parte homeopática do tratamento é realizada na Associação Paulista de Homeopatia www.aph.org.br, pela equipe coordenada pela Profa. Dra. Silvia Waisse e integrada pelos Drs. Luciana Costa Lima Thomaz, Andrea Sos, Márcia Liguri Varejão, Simone Tierno e Walter Labonia Filho.