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Perguntas Frequentes

Atualmente, não há exames de sangue específicos, técnicas de imagem (por exemplo: imagem por ressonância magnética, ou tomografia computadorizada), testes de função imunológica, ou testes genéticos que possam, por si, determinar se a pessoa tem EM ou pode vir a te-la no futuro. O diagnóstico é clínico, feito com base no histórico médico da pessoa, na avaliação dos sintomas percebidos e referidos pelo paciente, e na existÊncia de sinais neurológicos detectados pelo médico (mas não necessariamente percebidos pelo paciente) durante o exame neurológico. Tanto os sintomas como os sinais são necessários, pois sintomas são qeixas subjetivas, que vairam enormemente de um indivíduo para o outro, enquanto sinais são percepções mais mensuráveis e objetivas. Exemplos de sintomas, frequentemente relatados por pacientes com EM, incluem problemas de visão, locomoção, controle de bexiga, fadiga e sensações desconfortáveis, como dormência e formigamento. Sinais comuns que podem ser detectados pelo médico durante o exame físico, mesmo que a pessoa nunca os tenha notado e nunca tenha sido afetada por essas mudanças, incluem movimentos alterados dos olhos e respostas anormais das pupilas, mudanças sutis nos padrões da fala, respostas reflexas alteradas, coordenação comprometida, distúrbios sensoriais e evidência de espasticidade e/ou fraqueza nos membros.

A fim defazer um diagnóstico definitivo da EM, o médico precisa descobrir o seguinte:


- placas ou lesões em pelo menos duas áreas distintas da substância branca do SNC;


- evidência de que as placas ocorreram em épocas diferentes, ou ocorreram demodoprogressivo, em período de 6 meses; e, talvez o mais importante,

-que não há outra explicação razoável para tais placas.

 

Em outras palavras, o diagnóstico da EM só pode ser feito após a exclusão de qualquer outra explicação possível para os sinais e sintomas.

 

 

A melhor maneira de descobrir se você está desenvolvendo problemas de pele é estar atento ao aparecimento de atleraçôes em sua coloração. Você pode um espelho para o auto exame das áreas de risco, porque é difícil conseguir visualizar claramente as áreas mais propensas a irritações. Também é aconselhável que você seja “examinado”! regularmente por um enfermeiro ou familiar. Isso é especialmente importante se você sentir perda da sensibilidade, pois a insensibilidade poderia fazer cokm que você não percebesse o aparecimento de uma escara. O primeiro sinal de escara é normalmente uma vermelhidão da pele, que  gradualmente se transforma em bolhas que, em seguida, se rompem. As vezes o priemiro sinal é uma área escurecida sob a pele. Se a escara progredir, um líquido começará a exsudar da ferida, que, gradualmente, se tornará mais profunda e maior.

Uma boa almofada para sua cadeira de rodas ajudará a distribuir seu peso de maneira homogenea, e evitará que qualquer área de sua pele sofra pressão constante. Além disso, para usar estsa almofada especialmente projetada, é importante que voce mude de posição regularmente sozinho, ou com ajuda. Isso aliviará periodicamente e permitirá que o sangue circule livremente. Um fisioterapeuta pode ensinar-lhe atividades a serem executadas na cadeira de rodas, especialmente elaboradas para aliviar a pressão sobre a pele e evitar úlceras de decúbito (escaras).

 

As ações e reações do corpo a estímulos externos envolvem um processo extremamente rápido e complicado, no qual o corpo recebe esses estímulos através de vários sentidos (visão ou tato, por exemplo), envia uma mensagem ao cérebro e, em seguida, responde  às suas instruções sobre o que fazer. 

Esse processo continuo depende da transmissão coordenada dos impulsos nervosos de uma célula para outra. Os impulsos nervosos passas pelas fibras nervosas, que se conectam nas sinapses. Uma substância gordurosa chamada mielina, que forma uma bainha em torno das fibras nervosas do sistema nervoso central (SNC - constituído pelo cérebro, nervos ópticos, e medula espinhal), torna possível a condução dos impulsos nervosos. A mielina, produzida e mantida por células chamadas oligodendrócitos, tem aparência esbranquiçada, o que leva à identidade da EM como uma doença eminentemente da substancia branca do SNC.

Qualquer dano a essa bainha resulta a algum tipo de interferência no impulso ou na mensagem que está sendo transmitida, à semelhança do que ocorreria na linha telefônica danificada. Na Escleroso Múltipla,  células do sistema imunológico, hiperativas e desorientadas, entram no SNC e destroem áreas de mielina.  Onde quer que a mielina seja destruída, forma-se uma placa  (lesão), com acúmulo gradual de tecido cicatricial enrijecido (esclerose). Esses  pontos escleróticos  ocorrem em diversos locais por todo SNC, originando o nome esclerose múltipla. Embora  muitas dessas cicatrizes possam ser " silenciosas", ou seja, não causam sintomas visíveis, outras interferem em qualquer sensação ou função controlada naquela área especifica do cérebro ou da medula espinhal. Além disso, a dimielinizãoção  pode interferir na comunicação entre diferentes partes do cérebro, mesmo que essas permaneçam intactas.

 

Muitas dietas tem sido alardeadas como uteis para  a EM, mas isso nunca foi comprovado em ensaios controlados. Embora algumas dessas dietas (por exemplo, a popular dieta Swank), sejam geralmente saudáveis, outras são extremamente rígidas, inconvenientes e talvez, prejudiciais. O mesmo se aplica a vitaminas e outros suplementos; nenhum deles mostrou ser útil à EM. Entretanto, está claro que a manutenção da boa saúde e condição física é valiosa e pode ajudar uma pessoa com EM a lidar melhor com os desafios físicos e emocionais dessa doença neurológica. Portanto, uma dieta como a da Associação Americana do Coração – que surpreendentemente se assemelha à dieta Swank – pode valer a pena, se uma pessoa com EM desejar seguir um regime nutricional.

 

Os exercícios podem ajudar em relação à sua EM ao desenvolver e fotalecer os músculos que continuam a ter condução nervosa adequada, e ajudar a manter o tônus daqueles que não tem mais. O exercício treinará seus músculos a trabalhar melhor individualmente ou em conjunto, o que lhe possibilitará uma melhor coordenação de braços e pernas. Dessa forma, um programa de exercícios pode ajudá-lo a aprender maneiras de caminhar e se movimentar que compensem, de alguma forma, as alterações neurológicas causadas pela EM. Os exercícios também são utilizados para melhorar a amplitude dos movimentos e aliviar a espasticidade leve, os problemas de equilíbrio e alguns tipos de dor. É importante lembrar, no entanto, que exercícios não podem reverter o processo da doença ou desfazer danos já ocorridos no sistema nervoso.

A autocateterização intermitente é uma estratégia para manter, e ás vezes melhorar o tônus e a função da bexiga. Previne infecções, reduz sintomas e evita complicações do trato urinário. As pessoas podem sentir que seus sintomas de bexiga são mais problemáticos em algumas épocas do que em outras: podem precisar fazer o autocateterismo durante um período, e a seguir dispensá-lo por algum tempo. Um cateter de Foley é usado por pessoas que não conseguem controlar as funçoes da bexiga com medicamentos, nem auto cuidado, ou porque seus sintomas interferem em sua capacidade de fazer o autocateterismo intermitente.

O sistema urinário é normalmente fechado ao ambiente externo mesmo quando se faz uma autocateterização. Quando uma sonda de demora é inserida na bexiga, esse sistema, anteriormente fechado, permanece aberto o tempo todo, tornando a pessoa continuamente susceptível a infecções, ao desenvolvimento de cálculos renais e a outras complicações no sistema urinário. O cateter de Foley é atualmente adotado como último recurso, quando outros tratamentos não são viáveis.

Além do aumento da ingestão de líquidos e da adoção de dieta rica em fibras, você pode tomar um suplemento de fibras naturais (conhecida como erva da pulga), como o Metamucil, diariamente, bem como um emoliente fecal como o Agarol. Esses produtos, que não necessitam de receita médica, o ajudarão a manter as fezes moles o suficiente para passarem facilmente pelo organismo. A adesão regular e esse tipo de dieta rica em fibra é suficiente para a maior parte das pessoas no controle da constipação. Se o problema continuar, seu médico provavelmente lhe recomendará um laxante leve, tal como o Leite de Magnésia, a cada duas noites, e talvez supositórios de glicerina 30 minutos antes da evacuação. O supositório de bisacodil (Dulcolax), pode ser tentado, se o supositório de glicerina for ineficaz. As pessoas que não conseguem fazer seu intestino funcionar mesmo com essas medidas funcionais, podem precisar de Theravac Plus, para esvaziar o intestino. O Theravac Plus é geralmente preferido, porque tem o tamanho de um supositório e é muito fácil de usar. Como você pode ver, há uma série de medidas que podem ser tomadas para controlar a constipação e criar um hábito intestinal saudável. O objetivo é manter a regularidade da evacuação fecal, usando a forma mais leve de intervenção, que estimulará seu intestino a funcionar de forma regular e estável.

Cada indivíduo reage ao diagnóstico da EM de maneira diferente, mas não é incomum que uma pessoa reaja inicialmente com muita preocupação em relação à doença. Uma pessoa pode demonstrar essa preocupação ao se tornar totalmente contra pensar ou falar sobre qualquer aspecto concernente à EM; como se, ao ignorá-la, ela fosse embora. Outra pessoa pode mostrar essa preocupação ao falar e pensar exclusivamente sobre EM. Estando ou não, no momento, sofrendo sintomas, a pessoa está ciente de um novo e ameaçador problema sobre o qual tem pouco controle. Ambos indivíduos estão tentando aprender a conviver com um diagnóstico que muda seu modo de pensar sobre si mesmos, sobre sua vida e sobre o futuro.

Para os familiares, pode ser muito difícil enfrentar a preocupação de uma pessoa recentemente diagnosticada com EM. Seu marido pode estar sentindo uma variedade de sintomas estranhos e desconfortáveis que você não pode ver ou entender. Ao mesmo tempo em  que ele está tentando lidar com a EM, você está tentando enfrentar seus próprios sentimentos sobre o assunto, além de continuar lidando com tudo o mais que acontece em seu lar. Apesar de os sentimentos e preocupações de seu marido serem normais, é importante que ele entenda como o comportamento dele afeta os outros membros da família. Tente conversar com ele sobre esses sentimentos. Sugira que ele frequente um grupo de apoio a pessoas recentemente diagnosticadas. Se, em um mês ou dois, ainda parecer preocupado demais com a doença, tente convencê-lo a ir a um terapeuta com você, para conversar sobre o impacto da EM sobre toda a família.

Tratamentos alternativos, como veneno de abelha, são frequentemente tidos como benéficos para pessoas com EM. O problema é que esses relatos são sempre "anedóticos" (simples relatos) e consistem, principalmente, em alegações individuais sobre o sucesso de algum, tratamento, sem qualquer estudo científico. Sabe-se que a EM frequentemente apresenta melhora espontanea ou remissão. Além disso, como já foi descrito anteriormente, praticamente todos os estudos sobre EM indicam um efeitoplacebo significativo, pois as pessoas que tomam placebo (substância inócua) saem-se melhor do que pessoas sem tratamento algum. Portanto, alegações de sucesso com qualquer terapia que inclua tratamentos alternativos devem ser vistas com ceticismo considerável, a menos que sejam feitos ensaios clínicos cegos. Além disso, alguns desses tratamentos, como veneno de abelha, apresentam riscos potencialmente graves. Especificamente, reações alérgicas fatais podem ocorrer em alguns indivíduos tratados com veneno de abelha. A intenção destes comentários não é sugerir que não há méritos em alguns tratamentos alternativos, mas, antes, enfatizar a importância da investigação apropriada, sob condições seguras e controladas.
O tipo de cateter para o autocateterismo intermitente parece um canudo, e é chamado cateter reto. Uma das extremidades é afunilada, e com um pequeno orifício. Essa extremidade é inserida na bexiga para drenagem urinária. A outra extremidade tem uma abertura maior, que permite que a urina flua para o vaso sanitário ou equipamento coletor. Um cateter de Foley é uma sonda de demora, que permanece na bexiga por longos períodos de tempo, permitindo a drenagem contínua para um saco coletor. A extremidade afunilada tem um balão que é inflado quando o cateter é colocado na bexiga. O balão é, então, enchido com água estéril, e esvaziado antes de ser retirado. Esse procedimento não é sentido pela pessoa. O cateter de Foley é usado para drenagem contínua de urina, quando a função da bexiga não pode ser melhorada pelas outras maneiras, ou se a pessoa tiver problemas de pele (úlcera de decúbito - escaras) pro causa da umidade crônica, que não pode ser controlada de outra forma.

Da mesma forma que existe cursos diferentes na Esclerose Múltipla, existem diferentes tipos de sintomas, mesmo entre pessoas do mesmo sexo e idade que convivem com a doença a igual tempo. Isso se dá porque as placas de Esclerose Múltiplas ficam espalhadas pela substância branca do cérebro e medula espinhal. Apesar de existirem áreas onde as placas tendem a ocorrer mais freqüentemente, sua distribuição é aleatória. Portanto, uma pessoa poderá experimentar perda de visão e outra poderá ter problemas para controlar a micção. Todos os sintomas da Esclerose Múltipla são causados por danos à bainha de mielina (desmielinização); no entanto, as áreas que se tornam desmielinizadas variam de pessoa para pessoa.

                 Não há uma maneira comprovada de prevenir os surtos na Esclerose Múltipla. Não conhecemos nenhum tratamento médico que funcione em todas as situações para prevenir uma exacerbação, ou todas as pessoas com Esclerose Múltipla o estariam utilizando. Não há evidência convincente de que se pode prevenir uma exacerbação evitando ou controlando os stresses da vida. Entretanto, foi comprovado que medicamentos como Betaferon®, o Avonex® e o Copaxone® reduzem a freqüência e a severidade dos surtos em alguns indivíduos com Esclerose Múltipla do tipo surto-remissão.

                Como alguns cientistas acreditam que as infecções virais podem desencadear uma exacerbação, é sensato adotar bons hábitos de higiene pessoal para reduzir a possibilidade de contrair tais infecções. Por exemplo, sabe-se que lavar as mãos reduz as chances de contrair muitas doenças contagiosas virais, como o resfriado comum.

 

 

Uma exacerbação ou “surto” de Esclerose Múltipla é causada por uma nova placa de desmielinização ou pela reativação de uma placa antiga. Para que um sintoma seja classificado de exacerbação, esse precisa, por definição, durar pelo menos vinte e quatro horas e ocorrer com intervalo de um mês em relação ao surto anterior. Apesar de esses limites serem arbitrários, é importante que sejam considerados para que os sintomas não sejam interpretados erroneamente.

Uma pseudo-exacerbação não está relacionada à atividade da doença. É resultado de algum outro problema, como febre ou dor, que agravam os efeitos neurológicos das placas pré-existentes. Por exemplo, pessoas com Esclerose Múltipla que desenvolvem febre apresentam piora de seus sintomas enquanto sua temperatura está elevada. Uma vez que a temperatura volte ao normal, suas funções neurológicas básicas se normalizam. Similarmente, pessoas com espasticidade em membros inferiores notam mais espasmos e enrijecimentos quando tem uma infecção na bexiga. Uma vez que a infecção na bexiga tenha sido curada com antibióticos, os espasmos   e a rigidez retornam aos níveis anteriores.

 Embora haja muitas causas identificáveis para as pseudo-exarcerbações, ninguém sabe das causas verdadeiras exacerbações da Esclerose Múltipla. Não há evidência convincente para a crença comum de que o estresse, ou trauma, pode produzir exacerbações. Alguns estudos indicam que infecções virais, como o resfriado comum ou a gripe, podem desencadear uma verdadeira exacerbação. Isso pode acontecer porque as infecções virais desencadeiam a resposta imunológica do corpo.

Os tipos básicos em Esclerose Múltipla são aqui definidos da seguinte maneira:

- A Esclerose Múltipla do tipo surto-remissão é caracterizada por surto que duram dias, até semanas e, em seguida, desaparecem. Embora apareçam diversos problemas durante os surtos, no estagio de remissão, período entre surtos, sua ocorrência é pequena ou nula. Um subtipo dessa categoria é geralmente denominado Esclerose Múltipla do tipo “sensorial benigno”. Indivíduos com esse tipo de Esclerose Múltipla apresentam, como únicos sintomas, surtos de dormência ou formigamento em varias partes do corpo, ou na visão embaçado (causa por neurite óptica) como seus únicos sintomas.

- A Esclerose Múltipla do tipo progressiva-primaria é caracterizada por doença apresentando progressão de comprometimento desde seu aparecimento, sem quaisquer estágios ou remissões óbvias, ou somente com platôs ocasionais e pequenas melhoras temporárias.

- A Esclerose Múltipla do tipo progressiva-secundária manifesta-se inicialmente como surto-remissiva, e, mais tarde, se torna progressiva. Um médico não pode prever em quais casos a doença se manterá surto-remissiva, e em quais poderá, no futuro, tornar-se progressiva-secundária. Essa é a razão pela qual é difícil dar um prognóstico preciso a qualquer pessoa.

- A Esclerose Múltipla do tipo progressiva-recorrente mostra a progressão clara de incapacidade desde a manifestação da doença, mas com recorrência distinta e aguda, que poderá, ou não, apresentar alguma recuperação após um episódio agudo.

                Essas definições demonstram claramente que a esclerose múltipla é uma doença de curso imprevisível, cuja manifestação pode modificar-se no decorrer do tempo.

Primeiramente, o médico levantará um cuidadoso histórico, incluindo queixas passadas e presentes que você tenha, qualquer histórico de doença pertinente na família, lugares que você visitou ou onde viveu, uso de substancias (álcool, drogas e fumo), e quaisquer medicações em uso. Através de perguntas detalhadas, o médico pode determinar se você já teve outros sintomas - por mais transitórios ou leves que tenham sido, que possam ser indicativos de atividade relacionada à Esclerose Múltipla.

                O médico fará um exame neurológico para procurar sinais que possam explicar os sintomas que você esta vivenciando, ou indicar uma manifestação da doença em você nem tenha notado. Um exame de vista feito por um oftalmologista pode revelar a presença de neurite óptica, resultante de dano ao nervo óptico. Na Escleroso Multipla, um nervo óptico pálido muitas vezes é indicativo de danos anteriores, mesmo não havendo indicação de sintomas visuais, presentes ou passados. Também serão feitos testes de acuidade, buscando evidência de visão dupla ou incoordenação de movimentos oculares.

                O médico fará testes para evidenciar fraqueza, pedindo que você oponha resistência, puxando ou empurrando os braços e as pernas. Também poderá pedir-lhe que aperte a mão dele. Sua coordenação será testada de várias maneiras, inclusive pelo teste index-nariz, quando lhe pedirão que leve a ponta do dedo indicador até o nariz rapidamente, com os olhos abertos e depois com os olhos fechados, e o teste calcanhar-joelho, no qual   lhe pedirão para passar o calcanhar pela outra perna, entre o joelho e o calcanhar, de para cima para baixo. O médico avaliará o seu equilíbrio, pedindo-lhe que execute uma série de tarefas, incluindo andar sobre os calcanhares, e depois na ponta dos pés, o andar em tandem (colocando o calcanhar de um pé diretamente à frente do dedo do outro pé, de forma alternada), e lhe pedirá para ficar parado, mantendo os olhos fechados.

                As alterações sensoriais também serão testadas de varias maneiras. Seu médico determinará se você pode distinguir, de olhos fechados (propriocepção), onde estão partes de seu corpo (por exemplo, dedos das mãos e dos pés). A sensibilidade vibratória será testada com  a colocação de um diapasão em diversos locais de seu corpo. O médico também poderá alfinetá-lo delicadamente para procurar alterações na sensibilidade da pele. Infelizmente, muitas das alterações sensoriais experimentada por pessoas com Esclerose Múltipla, como dormência, dor, ou formigamento, não podem ser vistas ou medidas objetivamente quando examinadas, e, em conseqüência, alguns médicos tendem a ignorar esses sintomas desconfortáveis, não lhe dando importância.

                O médico testará os reflexos de várias partes de seu corpo. A diferença de reflexos nos dois lados de seu corpo é indicativo de anomalias. A ausência de reflexos, particularmente no abdômen, também é comum na Esclerose Múltipla, apesar de poderem existir outras explicações como obesidade ou varias gestações. O sinal de Babisnki, freqüentemente encontrado na Esclerose Múltipla, é um indicativo claro de distúrbios em vias nervosas motoras. Esse sinal neurológico se evidencia quando o médico passa um objeto pontiagudo, sem corte, ao longo da planta do pé, indo do calcanhar até o dedo mínimo. Em vez da reflexão dos dedos para baixo, obtém-se  uma resposta anormal, na qual o dedão (haluce) se estende para cima e os outros dedos se estendem para baixo.

                Para algumas pessoas, é indispensável efetuar outros exames além desses, a fim de se chegar ao diagnostico. Se o médico puder identificar a evidência de lesões múltiplas no SNC que tenham ocorrido em alguns locais, em momentos diferentes, e para quais não haja nenhuma explicação razoável, o diagnóstico pode ser feito sem nenhum outro exame. No entanto, a maioria dos médicos não confiará completamente nesse tipo de avaliação e fará, pelo menos, um outro exame para confirmar o diagnóstico. Isto é verdadeiro sobretudo se o histórico e os exames não conseguiram fornecer provas conclusivas de mais de uma lesão no cérebro ou medula espinhal. O teste mais comumente feito é a IRM (imagem por ressonância magnética) do cérebro, com  resultado anormal em cerca de 90% das pessoas com Esclerose Múltipla diagnosticada.

                A IRM da medula espinhal também pode ser útil, mais não fornece imagens tão específicas quanto a IRM do cérebro. Antes do desenvolvimento da IRM, uma técnica especializada de Raio X, conhecida como TC ( tomografia axial computadorizada) era utilizada para evidenciar a presença de lesões.  No entanto, a IRM, mais segura e mais precisa do que a técnica do Raio X, fornece evidência clara de lesões de substância branca no SNC.

                Outros exames confiáveis para ajudar a confirmar o diagnóstico de Esclerose Múltipla, incluem o potencial visual evocado (PVE) e o potencial somatossensorial evocado (PSSE). Esses testes, que verificam a velocidade e eficiência da condução na mielina, freqüentemente são anormais em casos de Esclerose Múltipla. Os PVEs, por exemplo, são anormais em cerca de 90% das pessoas com Esclerose Múltipla. Ponteciais evocados são particularmente úteis na confirmação do diagnostico, porque podem evidenciar uma lesão completamente assintomática, que, de outra maneira, passaria despercebida. Assim como a IRM, esses testes de respostas evocadas são de não-invasivos e indolores.

                Em alguns casos, a pessoa será aconselhada a fazer uma punção lombar. Nesse exame, o líquido cefaloraquidiano (líquido que banha a medula espinhal e o cérebro) é coletado para análise química e citológica. Ao efetuar esses teste, o médico procura pó (1) elevações em IgG (imunoglobulina G, uma fração de proteína de gama globulina), indicativas da anormalidade no sistema imunológico; e (2) a presença de uma IgG especifica que aparece no líquido espinhal na forma de bandas oligoclonais. Nenhum desses resultados é específico a Esclerose Múltipla, portanto, a punção lombar é especialmente útil para a confirmação do diagnóstico da Esclerose Múltipla, quando associada a outra evidência sugestiva da doença. Por ser um exame um tanto desconfortável, não é efetuado como a mesma freqüência que a IRM, ou o teste dos potenciais evocados. No entanto, uma das razões mais importantes para se fazer esses testes diagnósticos é excluir a possibilidade de outra doença; uma punção lombar é um exame excelente se houver qualquer duvida sobre o diagnóstico.

                Portanto, vários procedimentos diagnósticos podem ser usados para auxiliar na confirmação do diagnostico de Esclerose Múltipla, se o médico acreditar que um ou mais exames são necessários. Lembre-se de que o diagnóstico não pode ser feito somente com base nesses exames, porque a Esclerose Múltipla é apenas uma das várias doenças que podem fazer como que esses testes tenham resultado positivo. Seu histórico médico, e os sintomas e sinais de desmielinização do SNC que você e se médico puderem reunir, são as provas mais claras para o diagnóstico da Esclerose Múltipla.

 

Atualmente, não há exames de sangue específicos, técnicas de imagens (por exemplo:  imagem por ressonância magnética, ou tomografia computadorizada), testes de função imunológica, ou testes genéticos que possam, por si, determinar se a pessoa tem Esclerose Múltipla ou pode vir a tê-la no futuro. O diagnóstico é clínico, feito com base no histórico médico  da pessoa, na avaliação dos sintomas percebidos e referidos pelo paciente, e na existência de sinais neurológicos detectados pelo médico (mas não necessariamente percebidos pelo paciente) durante e exame neurológico. Tanto os sintomas como os sinais são necessários, pois sintomas são queixas subjetivas, que variam enormemente de um indivíduo para o outro, enquanto sinais são percepções mais mensuráveis e objetivas. Exemplos de sintomas, freqüentemente relatados por pacientes com Esclerose Múltipla, incluem problemas de visão, locomoção, controle da bexiga, fadiga e sensações desconfortáveis, como dormência e formigamento. Sinais comuns que podem ser detectados pelo médico durante o exame físico, mesmo que a pessoa nunca tenha notado e nunca tenha sido afetada por essas mudanças, incluem movimentos alterados dos olhos e respostas anormais das pupilas, mudanças sutis nos padrões da fala, respostas reflexas alteradas, coordenação comprometida, distúrbios sensoriais e evidência de espasticidade e /ou fraqueza nos membros.

                A fim de fazer um diagnostico definido da Esclerose Múltipla, o médico precisa descobrir o seguinte:

                               -  placas ou lesões em pelo menos duas áreas distintas da substancia branca do                                      SNG;

                               - evidência de que as placas ocorrem em épocas diferente, ou ocorrem de                                      modo progressivo, em período de 6 meses; e, talvez o mais importante, que                                        não há outra explicação razoável para tais placas.

                Em outras palavras, o diagnostico da Esclerose Múltipla só pode ser feito após a execução de qualquer outra explicação possível para os sinais e sintomas.

Assim como em qualquer cirurgia, existem complicações relacionadas à anestesia e a sangramentos. As infecções ocorrem à razão de 2 a 8% dos homens que colocam prótese, podendo ser muito sérias. Se ocorrer uma infecção, será necessário remover todo o dispositivo. Geralmente, é possível recolocá-lo após o tratamento, mas, muitas vezes, o processo é mais complicado.

O alprostadil, a papaverina e a fentolamina são usadas somente para potencializar o processo de ereção. As substancias não causam dependência química. Dependendo dos sintomas de sua EM, você poderá achar que necessita fazer uso das injeções somente em algumas ocasiões, e não em outras. Elas podem ser um coadjuvante útil quando você não está apto a conseguir ou manter uma ereção adequada.

 

Os melhores exercícios pra suas necessidades pessoais são os recomendados pelo seu neurologista ou fisioterapeuta. Os instrutores em academias de condicionamento físico e de saúde podem desenvolver um programa geral de condicionamento físico para você, mas lembre-se de que eles provavelmente não entendem de EM, nem conhecem as maneiras pelas quais as alterações neurológicas afetam seu corpo. Consulte seu médico antes de iniciar qualquer tipo de programa de exercícios.

Nenhum procedimento pode resolver um problema de bexiga causado por mudanças neurológicas. Raramente e quando nenhum medicamento for ou técnicas de auto cuidado conseguiriam aliviar sintomas urinários com sucesso soa feitas cirurgias (exemplo; cistomia, esfincterotomia, ressecçção transuretal suprapúblicas) para ajudar a controlar a bexiga.

Uma infecção no trato urinário pode representar perigo de vida se não for tratada, e se espalhar para os rins. Como todo o sangue é filtrado pelos rins, a infecção pode passar para a corrente sanguínea e causar problemas sérios.

Pacientes que estejam tomando Betaferon e Avonex podem ser tratados com esteroídes por via intravenosa da mesma forma que aqueles que não tomam a medicação.

A injeção é a única forma de ministrar que se mostrou eficaz até hoje. O Betaferon e o Avonex são proteínas e, como tais, são degradadas no estomago e no trato-intestinal. Os produtos da degradação podem não ter os mesmos efeitos que a molécula intacta tem na modulação do sistema imunológico.

Tanto o Betaferon quanto o Avonex foram aprovados pelo FDA para o tratamento de indivíduos com EM do tipo surto-remissão. Não sabemos se esses medicamentos são eficazes para pessoas com EM do tipo progressiva-secundária, simplesmente porque ainda não foram desenvolvidos estudos. Um amplo ensaio clínico com o Betaferon foi recentemente iniciado, para tentar responder a essa pergunta. Não conhecemos nenhum fator biológico especifico, sugerindo que tais indivíduos se comportariam de forma diferente do que aqueles com a doença na forma surto-remissiva, mas não saberemos com certeza até que o ensaio seja completado, daqui a alguns anos.

O Betaferon e o Avonex foram inicialmente testados em pessoas com EM do tipo surto-remissão por que os pesquisadores pensavam que as pessoas com a forma mais branda da doença teriam maior probabilidade de apresentar benefícios com o tratamento. Além disso, estudos anteriores mostraram que poderia ser mais fácil demonstrar um efeito pela medição da diminuição do índice de surtos do que pela demonstração de redução na progressão da doença.

As alergias, aos alimentos, pêlos de animais ou pólen, não causam EM nem provocam surtos de EM. Todavia, é possível que uma reação alérgica desencadeie uma pseudo-exaceração. Infelizmente, algumas pessoas inescrupulosas deliberadamente divulgaram a idéia de que alergias são a causa da EM, de modo a poderem recomendar tratamentos inúteis e caros para “dessenbilizar” a pessoa com EM.

Um fisiatra é um médico especializado em medicina de reabilitação. Esses médicos enfatizam principalmente tratamentos físicos (por exemplo, ortótica, aparelhos para mobilidade de exercícios) destinados a facilitar ou melhorar funções importantes, como caminhar, embora também prescrevam medicamentos. Enquanto alguns fisiatras tratam todos os sintomas dos pacientes de EM, outros tratam pacientes de EM que lhes são recomendados especificamente para fins de reabilitação.

Embora a EM não seja herdada, passamos para nossos filhos os gemes que determinam suas características, inclusive o comportamento de seu sistema imunológico. Parece que certo padrão genético pode aumentar a probabilidade de uma pessoa ter EM em relação àquelas que não apresentam essas características genéticas. O melhor método de estudo para descobrir se os genes influenciam na probabilidade de se ter uma doença é estudar os gêmeos. Gêmeos idênticos têm a mesma formação genética, enquanto que gêmeos não idênticos (bivitelinos) têm genes diferentes e são semelhantes a outros irmãos não gêmeos. Se um gêmeo idêntico tem EM, a probabilidade de um segundo gêmeo ter EM é de 30%. Para gêmeos bivitelinos, a probabilidade é de 2%, a mesma para irmãos não gêmeos. Se a EM fosse herdada do mesmo modo simples e direto que a cor dos olhos, a probabilidade de gêmeos idênticos terem EM seria de 100%, Os estudos com gêmeos apóiam a idéia de que a EM é resultado de ataques imunomediados contra a mielina; que é desencadeada por algum fator ambiental, e que ocorre naqueles indivíduos com alguma predisposição genética para a produção desse tipo de resposta imunológica em particular.
O que isso significa para a pessoa com EM preocupada em ter filhos? Significa que a probabilidade de um dos filhos ter EM é de 15 a 20 vezes maior do que para a população em geral.Conquanto isso represente certamente um risco maior, é importante lembrar que o risco para essas crianças é de apenas 3 a 5%. Muitos especialistas em EM hoje incentivam pais e mães em potencial, que têm EM, a prosseguir com seus planos de construir famílias, baseados em seus sentimentos sobre a paternidade/maternidade, e filhos, e em sua avaliação pessoal sobre sua capacidade de criar seus filhos em um ambiente de amor e segurança, muito mais do que baseados nesse risco, relativamente baixo.

Não há nenhuma relação, amplamente aceita, entre outros distúrbios auto-imunes e a EM. Não há, por exemplo, uma probabilidade maior de uma pessoa ter psoríase ou artrite reumatóide quando é portador de EM.

Como qualquer outra pessoa, a maioria dos portadores de EM morrem de “causas naturais”, que incluem ataques do coração, derrames, ou câncer. A morte causada diretamente pelas placas de EM é muito incomum. Algumas vezes ocorre uma placa a área do cérebro que regula a respiração e a consciência, o que pode resultar em morte, caso a pessoa não receba cuidados médicos adequados. Raramente, grandes áreas de desmielinização podem provocar inchaço do cérebro que pressiona os sistemas de suporte à vida, causando, em última instância, insuficiência respiratória e morte.
Às vezes as pessoas morrem devido a complicações da doença. Essas complicações incluem mortes por asfixia devido à dificuldades de deglutição, infecções renais ou sangüíneas severas, ou pneumonia. Como muitos médicos que cuidam de pacientes com EM  conhecem essas possíveis complicações eles podem prover atendimento médico preventivo, minimizando assim o risco de sua ocorrência. A disponibilidade, relativamente recente, de uma variedade de medicamentos antibióticos também reduziu bastante o número de óbitos por infecção.
Outra significativa causa de óbito na EM é o suicídio. Embora a taxa de suicídios na EM seja ligeiramente superior à taxa da população em geral, ainda não compreendemos bem porque isso ocorre. Esses suicídios podem ser decorrentes de depressão severa, resultando da decisão de uma pessoa de pôr fim à vida em face delimitações graves e incapacitantes, ou mesmo resultado de alguns outros fatores que ainda desconhecemos.

Podemos supor que todas as drogas podem afetar o feto.
Exceções importantes incluem certos antibióticos, usados para tratar as infecções da bexiga, o que é especialmente relevante, pois infecções na bexiga são bastante comuns em indivíduos  com EM, e também podem ocorrer com maior freqüência durante a gravidez.
A ampicilina é usada comumente para tratar estas infecções, sendo muito segura durante a gravidez e amamentação. No entanto, as infecções se tornam cada vez mais resistentes à penicilina, e outras alternativas seguras serão prescritas pelo médico.
Muitas vezes são usados medicamentos esteróides durante as exacerbações agudas da EM. Felizmente, conforme mencionado anteriormente, a atividade da doença decresce durante a gravidez. A prednisona é um esteróide que tem sido usado com bastante freqüência em gestantes com uma variedade de doenças, inclusive, EM asma e artrite. Mulheres com um histórico de utilização de esteróides (especialmente nos últimos doze meses) necessitam de uma dose bastante alta desta substância (chamado reforço) durante o trabalho de parto, pois este processo pode sobrecarregar a glândula supra-renal para além de sua capacidade de resposta.

Muitas dietas têm sido alardeadas como úteis para a EM (esclerose múltipla), mas isso nunca foi comprovado em ensaios controlados. Embora algumas dessas dietas (por exemplo, a popular dieta Swank), sejam geralmente saudáveis, outras são extremamente rígidas, inconvenientes e talvez, prejudiciais. O mesmo se aplica a vitaminas e outros suplementos; nenhum deles mostrou ser útil à EM. Entretanto, está claro que a manutenção da boa saúde e condição física é valiosa e pode ajudar uma pessoa com EM  a lidar melhor com os desafios físicos e emocionais dessa doença neurológica. Portanto, uma dieta como a da Associação Americana do Coração – que surpreendentemente se assemelha à dieta Swank – pode valer a pena, se uma pessoa com EM desejar seguir um regime nutricional.

A injeção é a única forma de ministração que se mostrou eficaz até hoje. Os imunomoduladores são proteínas e, como tais, são degradadas no estômago e no trato-intestinal. Os produtos de degradação podem não ter os mesmos efeitos que a molécula intacta tem na nodulação do sistema imunológico.

Até o presente momento não existe cura para a EM. Porém existem medicações disponíveis para o tratamento, dependendo do tipo da EM que a pessoa apresenta.

Para o tipo remitente-recorrente existem os imunomoduladores, interferon ß 1-a, interferon ß 1-b e o acetato de glatirâmer.

Para as formas progressivas é utilizado o tratamento imunossupressor, ou seja, drogas orais ou intravenosas que suprimem a imunidade dos pacientes, visando o controle da progressão da doença. Mais recentemente, o transplante autólogo de células tronco sangüíneas vem sendo realizado em pacientes refratários aos tratamentos habituais.

São 04 tipos básicos de EM:

• EM surto-remissão ou remitente-recorrente: é caracterizada por surtos que duram dias, até semanas e, em seguida, desaparecem parcial ou completamente. Embora apareçam diversos problemas durante os surtos, no estágio de remissão, período entre surtos, sua ocorrência é pequena ou nula. Um subtipo dessa categoria é geralmente denominado EM do tipo “sensorial benigno”. Indivíduos com esse tipo de EM apresentam surtos de dormência ou formigamento em
várias partes do corpo, ou visão embaçada (causada por neurite óptica) como seus únicos sintomas.

• EM progressiva-primária: é caracterizada por doença apresentando progressão de comprometimento neurológico variado desde seu aparecimento, sem surtos bem definidos ou remissões, ou somente com platôs ocasionais e pequenas melhoras temporárias.

• EM progressiva-secundária: manifesta-se inicialmente como surto-remissiva, e, mais tarde, se torna progressiva. Um médico não pode prever em quais casos a doença se manterá surto-remissiva, e em quais poderá, no futuro, tornar-se progressiva-secundária. Essa é a razão pela qual é difícil dar um prognóstico preciso a qualquer pessoa.

• EM progressiva-recorrente: mostra a progressão clara de incapacidade desde a manifestação da doença, mas com recorrência distinta e aguda, que poderá, ou não, apresentar alguma recuperação após um episódio agudo.
Portanto, fica claro que a esclerose múltipla é uma doença de curso imprevisível, cujas manifestações podem
modificar-se no decorrer do tempo.

Como a causa de EM é desconhecida, a razão pela qual determinada pessoa tem a doença continua sendo um mistério. Nada sobre o que você tivesse controle, poderia, de alguma maneira, ter causado a EM. Acredita-se ser a esclerose múltipla uma doença auto-imune, causada por algum fator ambiental, talvez um vírus.

Também se acredita que a doença ocorra em pessoas geneticamente suscetíveis ao seu desenvolvimento.
Acredita-se que EM seja uma doença auto-imune porque as placas ou cicatrizes na mielina têm todos os sinais de um processo imunologicamente mediado, ou seja, encontra-se a presença de células imunológicas, como os linfócitos e macrófagos, nas áreas de desmielinização (perda ou dano da mielina).

Muitas placas começam ao redor de pequenas veias, sugerindo que tais células imunológicas escapam do sangue, passam através da barreira hematoencefálica, e entram no sistema nervoso (cérebro, cerebelo, tronco encefálico, nervos ópticos e medula) provocando danos.
Apesar de ainda não ter sido identificado o fator ambiental que causa a EM, como a doença é definitivamente
mais comum em certas partes do mundo, é provável que exista um agente ambiental envolvido. Além do mais,
alguns estudos demonstraram que a probabilidade de manifestação da EM parece depender, em parte, do local
onde a pessoa viveu antes do início da adolescência. No entanto, ainda não houve comprovação de que um
vírus ou toxina tenha causado a doença.